O mercado elevou de 4,36% para 4,71% a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano de 2026. É a quinta semana seguida que as instituições financeiras elevaram as estimativas para a inflação, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central.
Com a estimativa, os economistas jogam as estimativas do IPCA para fora da tolerância da meta de 3%, considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou menos. As previsões do Focus são usadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) como uma referência para as decisões sobre a taxa básica de juros (Selic).
As sucessivas altas na previsão da inflação ocorrem em meio a guerra no Oriente Médio. Com a navegação no Estreito de Ormuz, rota de 20% da produção global de petróleo, bloqueada, os preços dos combustíveis dispararam em todo o mundo. No Brasil, o diesel e a gasolina pressionaram o índice de preços de março, que acelerou 0,88%, acima do esperado pelos economistas.
Apesar das estimativas pessimistas na inflação, o mercado reduziu a previsão para o fechamento do câmbio de R$ 5,40 para R$ 5,37. No momento, o dólar está cotado a R$ 4,99, o menor patamar dos últimos dois anos, impulsionado pela entrada de recursos estrangeiros em um momento em que o intervalo entre a Selic e os juros dos Estados Unidos favorecem o investimento no país.
O Focus manteve a previsão para a Selic em 12,50% ao ano pela terceira semana consecutiva, enquanto a variação do Produto Interno Bruto (PIB) também foi mantida a 1,85% pela segunda semana.





