• Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Meio ambiente: fluxo global de recursos amplia riscos climáticos e econômicos

De acordo com o levantamento da ONU, em 2023, cerca de US$ 220 bilhões foram destinados globalmente a soluções baseadas na natureza.

De acordo com o levantamento da ONU, em 2023, cerca de US$ 220 bilhões foram destinados globalmente a soluções baseadas na natureza. São Paulo, 4 – Para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam sua degradação. E esse desequilíbrio acelera a crise climática e causa impacto na economia mundial, com efeitos diretos sobre setores estratégicos do Brasil, como o agronegócio, comprometendo a competitividade do Brasil. A avaliação é do conselheiro do HUB de Economia e Clima do iCS (Instituto Clima e Sociedade), Rogério Studart, a partir da análise de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o State of Finance for Nature 2026, publicado no fim do mês passado.
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    De acordo com o levantamento da ONU, em 2023, cerca de US$ 220 bilhões foram destinados globalmente a soluções baseadas na natureza, como conservação de ecossistemas, restauração ambiental e infraestrutura verde. No mesmo período, aproximadamente US$ 7,3 trilhões financiaram atividades consideradas prejudiciais à natureza, incluindo a expansão de combustíveis fósseis, o desmatamento, a poluição e o uso insustentável do solo: um volume mais de 30 vezes superior aos recursos voltados à proteção ambiental. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Desse montante, cerca de US$ 4,9 trilhões tiveram origem no setor privado, especialmente em áreas como energia, mineração, infraestrutura e indústria pesada; enquanto US$ 2,4 trilhões correspondem a subsídios públicos considerados ambientalmente danosos, concentrados principalmente nos setores de combustíveis fósseis, agricultura e construção. “O principal entrave ao financiamento climático não está na falta de soluções, mas na insistência em transformar a economia global enquanto ela ainda opera sob a lógica dos combustíveis fósseis e do desmatamento, altamente rentáveis e politicamente protegidos. Isto significa que há pouco financiamento para a transição para uma economia descarbonizada e mais sustentável, e menos ainda para investimentos em preservação, regeneração e para resiliência contra os eventos climáticos extremos que estão aumentando em número e intensidade. Isto é uma situação péssima para o Brasil, que, por estar fazendo um esforço de transição climática e que necessita investimentos em adaptação e resiliência”, afirmou em comunicado Studart, que também é Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), e consultor da ONU, agências multilaterais e governos em temas como macroeconomia, finanças internacionais e sustentabilidade.
    Por: Redação

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