O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um passo decisivo na regulação da produção animal no Brasil ao proibir o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, medida que impacta diretamente produtores de bovinos, aves e suínos em todo o país. A decisão foi oficializada por meio da Portaria SDA/MAPA nº 1.617/2026, publicada no Diário Oficial da União, e já está em vigor. Mapa proíbe uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e a virginiamicina está entre os alvos.
A nova regra determina a proibição imediata da importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando utilizados com a finalidade de melhorar o desempenho dos animais. Além disso, o texto estabelece o cancelamento dos registros de todos os produtos enquadrados nessa categoria, o que representa uma mudança estrutural na nutrição animal no Brasil.
Quais substâncias foram proibidasMapa proíbe antimicrobianos como promotores de crescimento e medida atinge diretamente cinco antimicrobianos amplamente utilizados na pecuária como melhoradores de desempenho. São eles:
Entre esses, a virginiamicina se destaca por ser um dos aditivos mais difundidos no mercado, especialmente em sistemas intensivos de produção.
Mapa proíbe antimicrobianos como promotores de crescimentoA decisão do Mapa segue uma tendência internacional e tem como principal objetivo reduzir o risco de resistência bacteriana, um problema crescente que preocupa autoridades sanitárias em todo o mundo.
Na prática, o uso contínuo de antibióticos em baixas doses na alimentação animal — comum nesses aditivos — pode favorecer a adaptação de bactérias, tornando medicamentos menos eficazes tanto na medicina veterinária quanto na humana.
Esse é o ponto central da mudança: proteger a saúde pública sem comprometer a produção.
Impactos diretos para o produtor ruralA proibição não significa apenas retirar produtos do mercado — ela exige uma mudança de mentalidade e de manejo dentro das propriedades. Até então, esses aditivos funcionavam como uma espécie de “atalho produtivo”, pois:
Com a nova regra, o produtor terá que investir mais em:
Segundo especialistas, a tendência é que tecnologias alternativas, como probióticos, prebióticos e aditivos naturais, ganhem espaço rapidamente no mercado.
Prazo de adaptação e regras de transição agora que Mapa proíbe antimicrobianos como promotores de crescimentoApesar da proibição imediata, o governo estabeleceu um período de transição para evitar rupturas no setor.
Além disso, há uma exceção importante: a fabricação desses antimicrobianos poderá ser autorizada exclusivamente para exportação, mediante análise do governo.
O que muda na pecuária brasileiraA decisão coloca o Brasil em linha com mercados mais exigentes, especialmente Europa e países importadores de proteína animal, que já restringem o uso de antibióticos como promotores de crescimento, como a virginiamicina.
Na prática, a medida tende a:
Por outro lado, no curto prazo, pode gerar aumento de custos e necessidade de adaptação técnica, principalmente em sistemas mais intensivos.
Uma nova fase para a produção animalCom a Portaria nº 1.617/2026, o Mapa proíbe antimicrobianos como promotores de crescimento e o Brasil entra definitivamente em uma nova fase da produção pecuária, onde eficiência não poderá mais depender de antibióticos como promotores de crescimento.
O desafio agora será manter produtividade e competitividade com base em tecnologia, gestão e sanidade, pilares que passam a ser ainda mais estratégicos para o futuro do setor.
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