No dia em que se celebra o Dia dos Queijos Artesanais de Minas, neste sábado (16) o setor comemora não apenas a tradição, mas também a força econômica de uma cadeia que movimentou aproximadamente R$ 243 milhões entre 2019 e 2026. É neste cenário de valorização que foi anunciada a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, considerado o maior do país no segmento. O evento será realizado entre os dias 4 e 6 de junho de 2026, no Parque de Exposições da Gameleira, na capital mineira, com entrada gratuita mediante credenciamento.
Realizado pelo Sistema Faemg Senar e pelo Sebrae Minas, o festival ocorrerá de forma simultânea à Megaleite (Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite), a maior feira de pecuária leiteira da América Latina. O evento atrai um público médio de 21 mil visitantes por edição, consolidando-se como o principal ponto de encontro entre o campo e a cidade.
A edição de 2026 vai reunir representantes de 13 regiões produtoras do estado, refletindo a pluralidade e a riqueza do patrimônio gastronômico mineiro. Além de territórios já consagrados tradicionalmente — como Canastra, Serro, Cerrado e Campo das Vertentes —, o festival abre espaço para a consolidação de regiões emergentes.
Os grandes destaques deste ano ficam por conta da estreia do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí e da participação do Vale do Jequitinhonha, que terá um estande próprio totalmente dedicado ao exótico queijo cabacinha.
Para além do paladar, o festival joga luz sobre o impacto financeiro do setor na economia do estado. Dados de monitoramento do Sistema Faemg Senar, que acompanha produtores por meio de programas técnicos, apontam para um processo consistente de valorização do produto.
Movimentação financeira (2019-2026): R$ 243 milhões em comercialização.
Evolução do preço médio: Saltou de R$ 16,01 para R$ 25,61 no período, um aumento de 60%.
"O festival se consolida como uma vitrine importante para as regiões produtoras, ampliando oportunidades de comercialização e fortalecendo o posicionamento do queijo artesanal mineiro no mercado", destacou Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.
Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, pontuou a relevância estratégica do evento. "O queijo artesanal é uma das expressões mais autênticas da produção rural mineira. O festival cumpre um papel estratégico ao conectar o produtor ao mercado, valorizar as diferentes regiões e estimular a profissionalização de uma cadeia que ainda tem grande potencial de crescimento."
O evento também explora o queijo como vetor de desenvolvimento turístico, impulsionando rotas estruturadas que já atraem viajantes para o interior do estado, como os circuitos da Canastra e do Serro.
A qualificação profissional dos produtores segue como um dos pilares do festival. No dia 5 de junho, a programação contará com o Seminário Técnico do Queijo Artesanal, um espaço de debate entre técnicos, especialistas e produtores voltado para o aprimoramento do setor.
A 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas conta com a correalização do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes) e o apoio do Governo de Minas e da Associação Mineira de Queijo Artesanal (Amiqueijo).





