A empresa Linor SRL, gigante madeireira famosa por fabricar paletes de madeira na Argentina, encerrou suas atividades em Azara, na província de Misiones, após uma crise com dívidas tributárias que chegam a 500 milhões de dólares, conforme a imprensa local. Depois do fechamento da fábrica, todos os 130 funcionários foram demitidos, muitos com salários atrasados.
Na região, são realizados protestos e reinvindicações dos trabalhadores que foram mandados embora sem salários pagos pela empresa, que exportava para outros países e produzia paletes para grandes empresas nacionais.
Durante as férias de verão, os funcionários já haviam percebido uma movimentação de máquinas nas instalações. Segundo o sindicato dos madeireiros, a empresa retirou as máquinas pouco a pouco da fábrica, o que fez com os trabalhadores reagissem.
Na semana passada, os trabalhadores continuavam realizando bloqueios nas estradas, segundo a imprensa local, para impedir que mais equipamentos fossem removidos. Conforme o sindicato, ao menos dois meses de salários estão atrasados, além de férias e contribuições para a segurança social.
O motivo para o não pagamento dos salários seria a dívida milionária com a Agência de Controle Aduaneiro e Receita, que ordenou o bloqueio preventivo de todas as contas bancárias da gigante das madeireiras. Para além disso, contas de energia elétrica também não foram pagas, o que também gerou dívidas.
Conforme o sindicato, os bloqueios feitos pelos trabalhadores não serão encerrados até que os funcionários recebam garantias formais de que os salários e indenizações serão pagos.
A Linor SRL era responsável pela fabricação de bases de madeira utilizadas para transportar alimentos ou armazenar mercadorias. Os principais clientes eram a Loma Negra, Arcor, Ledesma, Quilmes e Papel Misionero.
Agora, com o encerramento das atividades, há o risco de falência, o que preocupa ainda mais os trabalhadores, segundo o sindicato, que ofereceu representação legal.
— É contraditório porque a empresa continuava trabalhando e saíam muitos caminhões por dia. Vendia, mas não pagava nada — disse Agustín Báez, do sindicato.





