O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na 4ª feira (1º.abr.2026) que o governo estuda oferecer garantias para que bancos e fintechs apliquem um “desconto amplo” em renegociações de dívidas. Em entrevista à GloboNews, declarou que a ideia é reduzir o saldo devedor antes do refinanciamento.
“Ainda que você negocie 80% de desconto, sobra 20% da dívida a ser refinanciada. Aí o governo pode vir e dizer: ‘Bancos, fintechs, operadoras de crédito, renegociem a dívida com desconto amplo, mas deixem aqui uma nova taxa de juros para o que tem que ser refinanciado e o governo faz uma espécie de garantia junto com os bancos’”, disse Durigan.
Segundo ele, haverá descontos concedidos pelas instituições financeiras e, em alguns casos, garantias do governo para reduzir o risco das operações: “Não é subsídio, é garantia para que diminua o risco dos bancos”. O ministro, no entanto, não informou qual é o impacto do programa, que é prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durigan afirmou que a proposta deve ser mais simplificada que o Desenrola Brasil, criticado pela dificuldade de acesso ao modelo de leilão da plataforma. O novo projeto deve incluir a exigência de contrapartida em educação financeira para evitar o reendividamento das famílias.
Lula afirmou em 26 de março que pediu a Durigan que tente resolver o problema do endividamento dos brasileiros.
Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias se aproxima da máxima histórica. O nível foi de 49,7% em janeiro, levemente atrás de julho de 2022, quando atingiu 49,9%, o pico da série estatística, iniciada em janeiro de 2005.

A inadimplência –atraso acima de 90 dias– atingiu o maior patamar desde 2012.






