O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 3ª feira (24.mar.2026) ter cobrado de Donald Trump (Republicanos) a extradição de criminosos brasileiros que vivem nos Estados Unidos e disse ter enviado nomes e informações de suspeitos às autoridades norte-americanas.
“Eu mandei a fotografia da casa dele e o nome das pessoas. Se quiser combater o crime organizado, mande os nossos que estão aí”, disse Lula durante cerimônia de sanção do PL Antifacção (PL 5.582 de 2025).
Sem citar nomes diretamente no discurso, Lula fez referência ao empresário Ricardo Magro, do Grupo Refit, apontado por autoridades como um dos maiores devedores de impostos do país e alvo de investigações por sonegação fiscal como a operação Carbono Oculto.
O presidente também criticou ações dos Estados Unidos na América do Sul sem comprovação de ligação com o narcotráfico e defendeu maior coordenação internacional no combate ao crime organizado.
Lula disse que o Brasil está disposto a compartilhar a experiência da Polícia Federal e do sistema de Justiça com outros países. Segundo ele, essa cooperação é essencial para enfrentar crimes transnacionais, como o tráfico de drogas e armas. “Se ele quiser levar muito a sério o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, o Brasil está disposto a 100%”, afirmou.
Como parte dessa estratégia, o presidente destacou a criação de uma base da Polícia Federal em Manaus, no Amazonas, para integração com países da América do Sul e monitoramento de fronteiras.
Ele ressaltou a dimensão territorial do país. “Nós temos 16.800 quilômetros de fronteira seca. Não é pouca coisa”, disse. “Só com a Bolívia, nós temos 3.400 quilômetros de fronteira.”
Ao abordar a política de segurança, Lula defendeu a priorização de investigações contra grandes organizações criminosas e seus líderes. “A gente tem a chance de não matar os bagrinhos na periferia, mas de pegar os responsáveis que vivem no luxo”, afirmou.
O presidente ainda citou operações recentes das autoridades brasileiras, como a apreensão de grandes volumes de combustível ilegal, e afirmou que o país busca ampliar a eficiência no combate ao crime organizado para ganhar reconhecimento internacional na área de segurança pública.





