O vereador Salvino Oliveira Barbosa (PSD-RJ) deixou a prisão nesta 6ª feira (13.mar.2026) após decisão do desembargador Marcus Henrique Basílio, do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O magistrado atendeu a um pedido de habeas corpus por considerar que o fundamento da prisão, quanto ao suposto envolvimento do parlamentar com facção criminosa, é “bastante precário”.
Salvino havia sido preso na 4ª feira (11.mar.2026) durante a operação Contenção Red Legacy, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob suspeita de negociar autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado como liderança do CV (Comando Vermelho). Ao sair do presídio, o vereador negou qualquer ligação com o tráfico e afirmou ao portal g1 ser vítima de “injustiça”.
O desembargador ressaltou que a principal referência a Salvino na investigação é uma conversa de WhatsApp entre terceiros, ocorrida há mais de um ano. Na decisão, Basílio destacou que não há registro de contato direto entre o parlamentar e a cúpula da facção.
“Não se pode confundir a prisão cautelar com a definitiva”, escreveu o magistrado. Ele ressaltou que o vereador possui residência fixa e atividade profissional conhecida.
Salvino agora deverá cumprir medidas cautelares, como a proibição de contato com outros investigados e a retenção do passaporte.
A Polícia Civil sustenta que Salvino, ex-secretário da Juventude do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), teria articulado a liberação de quiosques na Gardênia Azul em benefício da facção em troca de apoio político.
A operação também mirou a estrutura nacional do CV, incluindo familiares de Marcinho VP, como a esposa, Márcia Gama, e o sobrinho, Landerson. Ambos seguem foragidos.





