• Quarta-feira, 2 de abril de 2025

Justiça francesa julgará recurso de Le Pen só em 2026

Marine Le Pen, líder da direita na França, está inelegível por 5 anos depois de uma condenação por desvio de fundos na UE.

O Tribunal de Apelações de Paris disse nesta 3ª feira (1º.abr.2025) que analisará o recurso de Marine Le Pen (Reagrupamento Nacional, direita) para reverter a sua condenação só em 2026.

A Justiça francesa condenou a líder da direita no país por desvio de fundos na UE (União Europeia). Caso o tribunal não aceite o pedido de revisão, Le Pen fica inelegível por 5 anos e não poderá concorrer às eleições presidenciais de 2027.

“O Tribunal de Apelação de Paris confirma que recebeu 3 apelações hoje contra a decisão proferida em 31 de março de 2025 pelo Tribunal Judicial de Paris no caso. Ele examinará este caso dentro de um prazo que deve permitir que ele tome uma decisão no verão de 2026”, disse um comunicado da corte.

A Justiça também condenou outros 8 ex-eurodeputados que teriam destinado recursos da UE para o pagamento de funcionários do Reagrupamento Nacional de 2012 a 2016. Outros 2 investigados também apelaram da condenação, que será detalhada individualmente.

A líder do partido de direita é a favorita para substituir Emmanuel Macron (Renascimento, centro) na presidência francesa. Marine Le Pen deverá ser absolvida completamente ou obter uma redução de pena que não envolva a inelegibilidade da candidata.

Caso o tribunal decida a favor do recurso no começo de 2026, Le Pen teria tempo suficiente para disputar as eleições no ano seguinte. Entretanto, se a corte mantiver a condenação, a líder da direita francesa deve ser substituída por Jordan Bardella, atual presidente do Reagrupamento Nacional.

Depois da condenação, Marine Le Pen disse que “não havia como” ela sair da política e que “há um pequeno caminho” para ela chegar à Presidência, mas ele “existe”.

“Esta noite, milhões de franceses estão indignados, indignados a um ponto inimaginável, ao ver que na França, o país dos direitos humanos, juízes implementaram práticas que eram consideradas reservadas a regimes autoritários”, disse à emissora francesa TF1.

Por: Poder360

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