O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta 4ª feira (18.mar.2026) que enviou aviões com doações de medicamentos e alimentos a Cuba. As remessas são coordenadas pelo escritório do Programa Mundial de Alimentos —que integra a ONU (Organização das Nações Unidas).
Em entrevista a jornalistas no Palácio do Itamaraty, a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe, disse que a iniciativa responde à preocupação do Brasil com a situação humanitária da população cubana. Os medicamentos —que incluem remédios para tuberculose— foram transportados por via aérea e chegaram ao país caribenho na 2ª feira (16.mar.2026).
“As nossas relações [diplomáticas] estão como sempre estiveram: boas, de muito diálogo, muita concertação. Não há nenhuma mudança específica, mas nós estamos muito preocupados com a situação humanitária da população cubana. Isso é uma preocupação constante do Brasil, de ver quando a população está realmente sofrendo”, declarou.
De acordo com o Itamaraty, o Brasil destinou 20.800 toneladas de alimentos não perecíveis à ilha. São estes:
Os Estados Unidos intensificaram as sanções contra Cuba desde janeiro de 2026, incluindo restrições ao fornecimento de petróleo. Na 2ª feira (16.mar), a rede elétrica nacional sofreu um colapso total, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia.
O presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) cortou as remessas de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo a Cuba. As medidas aumentam a pressão sobre uma economia que já enfrentava dificuldades.





