Capacidade
A expectativa é que, quando estiverem funcionando, as 33 usinas fotovoltaicas gerem o equivalente a 18 megawattz, o que, segundo a Itaipu, é o suficiente para abastecer uma cidade de 60 mil habitantes. Para exemplificar o alcance da iniciativa, Itaipu e Femipa citaram o caso da Santa Casa de Londrina, uma das 92 instituições associadas à federação e um dos 80 estabelecimentos de saúde contemplados com a medida. Constituída por um complexo de dois hospitais, a Santa Casa de Londrina paga, mensalmente, cerca de R$ 350 mil de conta de energia elétrica. Valor que, segundo a Itaipu, deverá baixar para cerca de R$ 230 mensais a partir da instalação dos painéis solares. “As entidades vivem momentos de dificuldade e toda ajuda é muito bem-vinda. Deixando de pagar energia, sobram recursos para investimentos em outras áreas, tanto internas quanto financeiras. Isso nos ajuda a sair do caos atual”, acrescentou o diretor-geral da Santa Casa de Paranavaí e vice-presidente da Femipa, Héracles Alencar Arrais.Economia
Presente ao evento dessa segunda-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não descartou a possibilidade de iniciativas semelhantes serem replicadas em outras unidades federativas além do Paraná. “Nosso apoio a esta ação é exatamente por isso. Ao economizar energia, o recurso [financeiro] vira mais atendimento, reduzindo o tempo de espera [dos cidadãos] por atendimento médico especializado [...] Estamos vendo aqui uma ação que envolve parceiros de outros setores, como a Itaipu, esta grande empresa do Brasil, para reforçar ações da área da saúde. Estamos indo atrás de outras parcerias possíveis para reduzir custos para as santas casas”, afirmou o ministro. Atualmente, os hospitais filantrópicos respondem por mais de 50% de todo o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná e mais de 70% da chamada alta complexidade, como traumas, cardiologia, oncologia e transplantes. Na média, 60% dos atendimentos prestados pelas 92 instituições associadas à Femipa são ofertados por meio de convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), mas há, entre elas, aquelas em que este percentual supera os 70%. O convênio entre Itaipu e Femipa contemplará hospitais do grupo tarifário A e B (baixa e média tensão). Vinte e nove dessas unidades serão atendidas por usinas pequenas e terão painéis solares instalados em telhados ou coberturas de estacionamentos. Para esses hospitais, a previsão de início das obras é agora em abril. Nos outros quatro, atendidos por usinas fotovoltaicas, o início das obras está previsto para junho. Relacionadas
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