O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que uma ofensiva na Faixa de Gaza se expande para capturar “grandes áreas”. Ataques aéreos na região continuaram nesta 4ª feira (2.abr.2025) após o ministro anunciar que Israel pretendia expandir a guerra.
A ofensiva está “se expandindo para esmagar e limpar a área de terroristas e infraestrutura terrorista e capturar grandes áreas que serão adicionadas às zonas de segurança do estado de Israel”, disse o ministro em publicação no X.
“A expansão da operação esta manhã aumentará a pressão sobre os assassinos do Hamas e também sobre a população de Gaza e avançará na conquista do objetivo sagrado e importante para todos nós. Peço aos moradores de Gaza que ajam agora para remover o Hamas e devolver todos os reféns. Esta é a única maneira de acabar com a guerra”, afirmou Katz.
Fontes médicas em Gaza disseram à rede de TV Al Jazeera que 42 palestinos foram mortos por ataques israelenses desde o amanhecer da 4ª feira (2.abr). Entre eles, estão 9 crianças palestinas, disse o Ministério da Saúde, que registrou 1.042 palestinos mortos desde o fim do cessar-fogo.
“Há pouco tempo, um terrorista armado foi identificado se aproximando da cerca de segurança no sul de Gaza e representou uma ameaça às tropas da IDF. As tropas da IDF operando na área abriram fogo contra o terrorista e o eliminaram antes que ele alcançasse a cerca de segurança. Nenhum ferimento da IDF foi relatado”, diz a nota divulgada pelas Forças de Defesa de Israel.
A Al Jazeera relatou ainda que o Partido Verde Europeu está pedindo que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, seja preso e julgado em Haia ao chegar à Hungria. “A União Europeia e os governos nacionais têm o dever de defender o direito internacional e garantir a responsabilização por crimes de guerra e abusos de direitos humanos”, disse o copresidente do Partido Verde Europeu, Ciaran Cuffe, em uma declaração.
“Ao ignorar o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional para o primeiro-ministro Netanyahu, Viktor Orban está mostrando o mesmo desrespeito pelo Estado de direito no cenário internacional que ele tem consistentemente mostrado na Hungria”, acrescentou Cuffe, referindo-se às garantias do líder húngaro de que Netanyahu será protegido do mandado de prisão.