O governo do Irã afirmou que 3.000 manifestantes foram detidos durante os protestos recentes no país, segundo informou a agência Tasnim, ligada ao regime. Já a ONG IHR (Iran Human Rights), com sede na Noruega, estima que cerca de 20.000 pessoas tenham sido presas desde o início das manifestações.
Segundo a IHR, ao menos 3.428 pessoas morreram em decorrência da repressão das forças de segurança. Os protestos ocorreram em diversas cidades, incluindo Teerã e regiões do norte do país, próximas ao Mar Cáspio.
Moradores da capital afirmaram à Reuters que Teerã estava mais tranquila desde domingo (11.jan.2026), com drones sobrevoando a cidade e sem registros visíveis de manifestações em 8 e 9 de janeiro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), chegou a ameaçar uma ação militar contra o Irã, mas recuou após afirmar ter sido informado por autoridades iranianas de que “a matança havia parado”. Apesar disso, o Pentágono enviou 2 grupos de porta-aviões para a região.
Organizações de direitos humanos afirmam que o Irã é o 2º país com mais execuções no mundo, atrás apenas da China. O bloqueio da internet e as restrições à imprensa internacional dificultam a verificação independente dos números divulgados.





