O índice de intenção de investimento da indústria da construção caiu pela 3ª vez consecutiva e chegou ao menor patamar em 28 meses. Os dados da Sondagem Indústria da Construção foram divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). O indicador caiu 0,4 ponto, chegando a 40 pontos, nível que não era registrado desde abril de 2023.
“A queda na intenção de investimento dos empresários da construção reflete principalmente as elevadas taxas de juros, que, entre outras coisas, continuam pressionando o ambiente de crédito, tão fundamental para o desempenho do setor”, disse Isabella Bianchi, analista de Políticas e Indústria da CNI. Eis a íntegra do documento (PDF – 807 kB).
Embora tenham apontado desempenho positivo da indústria da construção em julho, os empresários estão menos otimistas com o futuro do setor. É o que mostram os índices de expectativa de número de empregados, de novos empreendimentos e serviços e de nível de atividade. Todos esses indicadores recuaram.
O índice de expectativa de nível de atividade diminuiu 1,7 ponto, caindo para 51,4 pontos, enquanto o de expectativa de número de empregados caiu 2,1 pontos, para 50,8 pontos. Ao se aproximarem da linha divisória de 50 pontos, os indicadores revelam expectativas de crescimento mais moderado para os próximos meses.
Já o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços encolheu 0,4 ponto, atingindo 50,1 pontos. Por estar muito próximo à linha divisória, revelam previsão de estabilidade no curto prazo para os próximos meses.
O índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas recuou 2,4 pontos, para 49,8 pontos. Ao contrário dos demais indicadores de expectativa, esse índice cruzou a parte inferior da linha divisória, passando a demonstrar perspectiva de queda na aquisição desses itens pelo setor nos próximos meses.
O levantamento mostra que a falta de confiança dos empresários da construção se agravou de julho a agosto. O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) do setor caiu 1,3 ponto, chegando a 45,8 pontos. O resultado reflete em expectativas mais negativas dos empresários para a economia brasileira e menos positivos para os próprios negócios nos próximos meses.
Em julho, a UCO (Utilização da Capacidade Operacional) e os índices de evolução do nível de atividade e do número de empregados da indústria da construção cresceram.
O levantamento mostra que a UCO da indústria da construção subiu 2 p.p. (pontos percentuais) de junho a julho, chegando a 68%. A alta se dá depois do recuo registrado de maio a junho. A UCO está 1 p.p. acima do patamar observado em julho do ano passado.
O índice de evolução do nível de atividade do setor subiu 0,7 ponto, de 48,8 pontos para 49,5 pontos. Já o índice de evolução do número de empregados avançou 1,8 ponto, de 48,3 pontos para 50,1 pontos, revelando que a quantidade de postos de trabalho da indústria da construção aumentou em relação a junho.
Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 318 empresas, sendo 122 pequenas, 131 médias e 65 grandes, de 1º a 12 de agosto de 2025.
Com informações da Agência CNI.