A taxa de desemprego subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026 se comparado ao final de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (14). O aumento da desocupação geral reflete a alta em 15 estados, enquanto outros 12 tiveram uma estabilidade no indicador.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a desocupação aumenta no primeiro trimestre do ano por causa da dispensa de trabalhadores temporários que foram contratados para as festas de fim de ano anteriores.
“É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demonstrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, disse o pesquisador.
Os maiores aumentos na taxa foram registrados no Ceará (2,3 p.p.), Acre (1,8 p.p.), Tocantins (1,6 p.p.), Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.), Maranhão (1,3 p.p.) São Paulo (1,3 p.p.) Alagoas (1,2 p.p.), Bahia (1,2 p.p.), Pará (1,2 p.p.), Goiás (1,2 p.p.), Minas Gerais (1,2 p.p.), Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.). Os demais estados ficaram estáveis.
No primeiro trimestre, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse número representa uma queda de 21,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa condição. Outros 1,4 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês, contingente que caiu 14,7%.
“A queda da população que estava em busca de trabalho por mais de dois anos significa que o mercado melhorou de forma mais geral, enquanto a redução na parcela a procura por menos de um mês significa uma boa rotatividade, que está mais fácil de conseguir emprego”, avalia William.
A taxa de desocupação por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,3% para as mulheres no primeiro trimestre de 2026. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (6,1%) para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).





