• Segunda-feira, 30 de março de 2026

Grupos com receita anual de US$ 3 bi financiam protestos anti-Trump

Investigação da "Fox News" diz que uma rede de 500 organizações, muitas de esquerda, bancou as manifestações “No Kings".

Uma investigação da Fox News –rede de TV conservadora dos Estados Unidos– diz que as manifestações realizadas no sábado (28.mar.2026) contra o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) foram financiadas por grupos ligados a figuras de esquerda e que somam uma receita anual de US$ 3 bilhões (R$ 15,8 bilhões).

A reportagem cita uma rede de 500 organizações e menciona bilionários como George Soros e Neville Roy Singham como as figuras por trás dos protestos. A Fox News afirma que tanto os empresários quanto parte desses grupos tem raízes comunistas e marxistas. A rede de televisão mostrou que postagens e cartazes apresentavam imagens de líderes históricos do movimento comunista, como Josef Stalin e Mao Tsé-Tung.

Os protestos fizeram parte do amplo movimento “No Kings” (“Sem reis”) que tem como principal bandeira a oposição às políticas de Trump. A Fox News destacou a participação de grupos que incentivavam uma “revolução” contra o sistema norte-americano, como o Partido pelo Socialismo e Libertação e Organização Socialista Caminho da Liberdade.

A reportagem também sugere uma influência chinesa nos protestos, principalmente na figura de Singham. Nascido em Connecticut, nos EUA, o empresário do setor tecnológico e ativista social mora atualmente na China e, segundo a Fox News, é simpatizante do regime do PCCH (Partido Comunista da China).

“A mensagem da rede para o movimento #NoKings ecoa a própria retórica de Singham, que descreve os Estados Unidos como uma forma de ‘fascismo’ e defende estratégias de organização enraizadas na doutrina de Mao Tsé-Tung sobre uma ‘Guerra Popular’, a qual exige que os movimentos revolucionários incorporem em si lutas políticas mais amplas e as radicalizem por dentro”, diz a investigação jornalística.

Além de críticas à condução do governo nas políticas internas, os manifestantes também direcionaram protestos à política externa, especialmente à atuação dos EUA no conflito com o Irã. Parte das críticas também se voltou diretamente ao presidente em relação ao caso envolvendo Jeffrey Epstein.

Assista a alguns vídeos dos atos:

Pensilvânia (Filadélfia, Pottstown)

Flórida (West Palm Beach)

Massachusetts (Boston)

Nova York

Texas (Dallas e Austin)

Minnesota (Mineápolis, Grand Marais)

Washington, D.C.

Califórnia (São Francisco)

Illinois (Chicago)

Virgínia (Alexandria, Richmond)

Arkansas (Fayetteville)

Tennessee (Nashville)

A aprovação de Trump oscilou 2 pontos percentuais para baixo em 1 mês e chegou a 36%. É o nível mais baixo desde o início de seu 2º mandato, segundo pesquisa da Reuters em parceria com a Ipsos divulgada na 3ª feira (24.mar.2026).

A taxa de desaprovação do chefe norte-americano também está no pior patamar desde janeiro de 2025. Era de 46% quando o republicano tomou posse. Subiu 16 pontos percentuais em 1 ano e 3 meses e hoje atinge 62%.

A Reuters/Ipsos fez a seguinte pergunta: “De modo geral, você aprova ou desaprova a forma como Donald Trump está desempenhando seu trabalho como presidente?”

O levantamento foi feito de 20 a 23 de março e é baseado em uma amostra probabilística representativa nacionalmente, utilizando o KnowledgePanel®, entrevistando de 1.016 a 1.272 adultos dos Estados Unidos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança, 95%.

Por: Poder360

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