O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou nesta 4ª feira (11.mar.2026) que, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou decidido que o Poder Executivo respeitará a independência da Petrobras e não intervirá nos preços dos combustíveis no Brasil para evitar altas ou reduções em um cenário de escalada de tensões no Oriente Médio.
“Não iremos fazer nenhuma intervenção numa empresa de capital aberto como a Petrobras. O governo tem participação majoritária nos conselhos, mas o plano de investimento e a gestão são respeitados. Os diretores da companhia são extremamente competentes para decidir sobre a política de preços”, disse durante participação na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.
A declaração do ministro ocorre em meio à alta recente do preço internacional do petróleo, influenciada pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do Brent crude oil, referência para o mercado internacional, tem registrado volatilidade nas últimas semanas. Segundo a Reuters, o barril pode atingir US$ 200 em caso de bloqueio ou ameaça de minas no Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo no mercado externo costumam impactar o valor dos combustíveis no Brasil. A Petrobras considera, entre outros fatores, as cotações internacionais do petróleo e a taxa de câmbio para definir os preços de venda de gasolina e diesel às distribuidoras.
A política de preços da estatal é um tema sensível para o governo federal porque os combustíveis têm peso relevante na inflação e, como consequência, na avaliação do governo.
Eventuais reajustes podem influenciar indicadores como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado como referência para a meta de inflação do país.
O governo do presidente Lula tem defendido que a empresa mantenha autonomia para definir sua política comercial. A União é a acionista controladora da Petrobras e possui maioria no conselho de administração da companhia.





