Governo Lula prepara reação a tarifaço de Trump. Veja opções na mesa
Governo brasileiro sobe tom, critica decisão de Donald Trump e promete resposta a tarifaço de 10% sobre exportações
O governo de reagiu com firmeza , de impor uma tarifa de 10% sobre todas as exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Embora o Brasil tenha sido menos impactado em comparação a outros países, recebendo a menor alíquota do chamado “tarifaço”, a resposta do governo Lula foi dura.
Tarifaço
Donald Trump anunciou nessa terça-feira (2/4) um pacote de tarifas sobre produtos importados, chamado de “tarifaço global”.
O Brasil foi afetado com uma tarifa linear de 10%, a mais baixa.
A medida faz parte da promessa de campanha de Trump e é chamada de “Dia da Libertação”, com o objetivo de reduzir a dependência de importações.
Os EUA aplicarão taxas equivalentes às que enfrentam em outros mercados, segundo o governo do país.
Em nota oficial conjunta, os classificaram a medida como uma violação dos compromissos assumidos pelos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) e alertou para os impactos negativos sobre os exportadores brasileiros.
O comunicado afirma que a decisão americana é um ataque direto ao comércio bilateral e que todas as medidas necessárias serão adotadas para proteger a economia nacional. O texto ressalta que os Estados Unidos mantêm há mais de uma década um superávit comercial expressivo com o Brasil e questiona a justificativa de busca por “reciprocidade comercial”.
As pastas garantiram que o Brasil não aceitará passivamente a imposição das tarifas e que avalia todas as possibilidades de reação, incluindo um possível recurso à OMC e a aplicação de medidas de reciprocidade econômica, recentemente aprovadas pelo Congresso Nacional.
“Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiras, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos”, diz a nota.
PL pode ser utilizado como resposta
Uma das opções em estudo pelo governo brasileiro é a utilização do, aprovado pelo Congresso nessa semana. O texto prevê que o Brasil pode impor restrições comerciais a países que adotem medidas prejudiciais ao comércio nacional.
O projeto, que agora aguarda sanção presidencial, permite ao governo aplicar tarifas sobre importações, suspender concessões e até revogar direitos de propriedade intelectual de países que dificultem o comércio com o Brasil.
Entre as possíveis retaliações, estão:
Aplicação de taxas extras sobre bens e serviços dos países que impuserem barreiras comerciais ao Brasil;
Suspensão de concessão de patentes ou remessa de royalties;
Revisão de obrigações do Brasil em acordos comerciais internacionais.
A proposta teve apoio tanto de setores governistas quanto da bancada ruralista, que vê no texto uma forma de proteger o agronegócio brasileiro.
Possível recurso à OMC
Outra estratégia analisada pelo . A entidade é responsável por regular o comércio global e resolver disputas entre seus 166 países-membros, incluindo Brasil e Estados Unidos.
Caso opte por esse caminho, o Brasil poderá apresentar uma queixa formal, argumentando que a decisão de Trump viola acordos comerciais internacionais.
Esse processo, no entanto, pode levar anos para ser concluído, o que faz com que o governo também busque soluções mais imediatas por meio da diplomacia e da aplicação de medidas internas.
Por: Metrópoles