• Terça-feira, 26 de maio de 2026

Governo já se articula para evitar resistência do Senado à proposta do fim da escala 6x1

A principal preocupação do Planalto é evitar alterações profundas no texto

Mesmo antes da votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já articula nos bastidores formas de evitar que o texto enfrente dificuldades no Senado, especialmente diante da relação desgastada entre o Palácio do Planalto e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Desde o fim de semana, enquanto alinhava os detalhes do acordo fechado nesta segunda-feira (25) com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o governo já discutia maneiras de incluir os senadores no protagonismo da tramitação da proposta.

A principal preocupação do Planalto é evitar alterações profundas no texto que possam esvaziar o impacto político da medida às vésperas das eleições.

Segundo apuração da CNN, o governo trabalhou para reduzir ao máximo o período de transição para o fim da escala 6x1 e conseguiu de Hugo Motta o compromisso de que a adaptação dos setores afetados ocorra em cerca de um ano. Nos bastidores, havia especulações de que o relatório poderia prever um prazo ainda menor, de até seis meses.

A avaliação dentro do governo é de que um período de transição mais curto ajuda a transformar a proposta em uma vitrine eleitoral para este ano. Ao mesmo tempo, o Planalto quer manter margem para negociações durante a tramitação.

Interlocutores do governo admitem, porém, que o prazo pode voltar a aumentar ao longo das discussões na Câmara. A estratégia também inclui garantir espaço para que o Senado participe ativamente das mudanças no texto, permitindo que os senadores também assumam parte do protagonismo político da proposta.

Uma das possibilidades discutidas é deixar margem no prazo de transição aprovado pela Câmara para que o Senado possa promover ajustes posteriormente.

Apesar do desgaste recente na relação com o Senado, integrantes do governo avaliam que haverá dificuldade para parlamentares se posicionarem contra uma pauta considerada popular em ano eleitoral. Ainda assim, o Planalto busca equilibrar o avanço da proposta com as preocupações de setores econômicos que seriam impactados pela mudança.

Por: ITATIAIA

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