• Domingo, 18 de janeiro de 2026

Gestora deve assumir o controle da Braskem. Negócio depende do Cade

Se o processo for bem-sucedido, a gestora IG4 Capital ficará com uma participação de 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total

A gestora IG4 Capital fechou um acordo, nesta segunda-feira (15/12), para assumir o controle da , depois da venda de cerca de R$ 20 bilhões em dívidas garantidas por da petroquímica para um fundo ligado à gestora. O montante foi vendido por alguns dos principais bancos credores da (antiga Odebrecht). O desfecho do negócio ainda depende da aprovação de órgãos regulatórios, entre os quais o Conselho Administrativo de Defesa Econômica () – foi definido um prazo de até 60 dias para a formalização da transferência das ações. A IG4 vinha negociando com os bancos credores da Novonor desde agosto. Leia também Entenda Se o processo for bem-sucedido, a IG4 ficará com uma participação de 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total. Atualmente, a Novonor tem 50,1% do capital votante da Braskem, e a Petrobras, 47%. Com o possível acerto, a IG4 passará a dividir o controle da companhia com a Petrobras. A Novonor deve ficar com uma fatia residual do capital, de 4%, em ações preferenciais e sem poder de decisão. Segundo estimativas do mercado, a dívida da Novonor com bancos como Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ultrapassava R$ 15 bilhões. A venda da Braskem integra o plano de recuperação judicial da Novonor. A manutenção de uma fatia na empresa é condição para que a companhia consiga honrar os compromissos financeiros firmados no plano. A nova controladora A é uma gestora de investimentos liderada pelo empresário Paulo Mattos. A empresa é especializada em situações especiais e “turnaround” de empresas em mercados emergentes, transformando ativos problemáticos em negócios robustos, como fez com a Iguá Saneamento (ex-CAB Ambiental) e a peruana Aenza. “Turnaround” significa virada, inversão de rota ou recuperação. No universo dos negócios, trata-se de um processo estratégico de reestruturação profunda de uma empresa em crise para reverter prejuízos e retomar o crescimento, afetando finanças, operações, RH e visão estratégica.
Por: Metrópoles

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