O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que se reuniu, na 3ª feira (17.mar.2026), com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para reiterar o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele falou com jornalistas na entrada do Hospital DF Star, em Brasília, onde seu pai trata uma pneumonia bacteriana bilateral.
“Foi uma conversa objetiva, como advogados que pediram uma audiência com o juiz da causa. Expusemos as nossas razões e ele, em um momento oportuno, ficou de avaliar esse novo pedido da defesa. Não deu prazo para decisão”, disse o senador, que integra a defesa do ex-presidente.
Na 3ª feira (17.mar), 4 dias depois de Jair Bolsonaro ter sido internado, sua defesa voltou a pedir ao ministro do STF a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Os advogados solicitam que Moraes reconsidere a decisão tomada em 4 de março e mencionam “a gravidade e a rápida evolução do quadro clínico” de Bolsonaro.
A defesa afirmou que “o atual regime de cumprimento da pena, ainda que conte com a disponibilização de equipe médica de plantão, não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo nem resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito, ampliando significativamente o risco clínico envolvido”.
Flávio disse que seu pai vem sendo bem tratado na Papudinha, onde está preso, e que foi atendido prontamente quando passou mal, mas vê risco na falta de acompanhamento constante na prisão, principalmente durante a noite.
O último boletim médico, divulgado na 3ª feira (17.mar), diz que Bolsonaro “manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios”. O documento declara que o ex-presidente foi transferido na tarde de 2ª feira (16.mar) “para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual”.
Segundo Flávio, “os remédios estão fazendo efeito” e o ex-presidente está “com um aspecto melhor e comendo melhor”.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde 13 de março, depois de apresentar um mal-estar súbito por volta das 2h da manhã no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado.
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