O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou, nesta terça-feira (7), a segunda fase dos pagamentos das garantias dos credores do Will Bank, braço digital do conglomerado do Banco Master, liquidado em janeiro pelo Banco Central.
O pagamento será destinado aos credores que possuíam valores depositados superiores a R$ 1 mil e até R$ 250 mil. De acordo com o FGC, deverão ser pagos R$ 6,06 bilhões contemplando cerca de 312 mil clientes do banco.
Segundo informações do próprio Will Bank, a instituição possuía 12 milhões de clientes, envolvendo operações de cartões, empréstimos e investimentos. A financeira movimentou cerca de R$ 7,5 bilhões no último ano. O foco da operação era na classe econômica C, D e E.
A instituição operava em Regime Especial de Administração Temporária (RAET) enquanto se desenrolava as negociações para a venda das operações, uma vez que seu controlador, o Banco Master, havia sido fechado em novembro de 2025.
Segundo o BC, o RAET é adotado quando a instituição, em razão do seu porte ou complexidade operacional, desempenha funções críticas para a economia real ou quando a paralisação abrupta do seu funcionamento pode causar riscos à estabilidade financeira. O regime é encerrado se houver solução de mercado para a instituição. Não havendo, é decretada a liquidação extrajudicial.
Somente o Will Bank e o Banco Master Múltiplo haviam sidos poupados na primeira liquidação do conglomerado. Haviam sido encerrados as operações do Master, Master de Investimentos S.A, Banco Letsbank S.A, e Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. O conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).





