• Segunda-feira, 27 de abril de 2026

FAESP classifica abertura da Agrishow como o “Dia do Não Anúncio” e defende plano de Estado para o setor

Agrishow 2026 é marcada por críticas da FAESP à falta de medidas concretas e reforça defesa por políticas estruturantes para o agro.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), Tirso Meirelles, manifestou profunda insatisfação com a ausência de medidas concretas para o setor agropecuário durante a cerimônia de abertura da Agrishow 2026. Em pronunciamento oficial, Meirelles definiu a data como o “dia do não anúncio”.

De acordo com o presidente da Federação, o setor produtivo compareceu à feira com a expectativa de soluções imediatas e estruturantes. No entanto, o que se ouviu dos representantes do Governo Federal foi, mais uma vez, um conjunto de intenções e promessas já conhecidas, sem prazos ou mecanismos de execução claros.

“Hoje foi o dia do não anúncio. Quando todo o setor produtivo esperava a consolidação de medidas efetivas, os representantes do governo federal vieram, mais uma vez, com promessas para renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais justo e acessível ao produtor rural. O produtor não precisa de mais promessas; precisa de ações efetivas que tragam segurança jurídica para quem faz do Brasil o verdadeiro protagonista da segurança alimentar”, afirmou Tirso Meirelles.

Necessidade de um “Plano Brasil” de Longo Prazo

Além das críticas à falta de medidas imediatas, Meirelles sublinhou que o agronegócio não pode viver de políticas sazonais ou de curto prazo. O presidente da FAESP defendeu a criação de uma estratégia nacional robusta e duradoura.

“É fundamental termos um plano de 10, 20 anos; um ‘Plano Brasil’ que contemple soluções de curto, médio e longo prazo. O setor necessita de previsibilidade e de uma visão de Estado que ultrapasse governos, garantindo que o apoio ao produtor seja contínuo e estratégico”, reforçou o presidente da Federação.

Demandas por Segurança Jurídica

A FAESP reitera que o sucesso do campo brasileiro está diretamente ligado à transformação de discursos em ações práticas. A entidade destaca que a segurança jurídica é o pilar fundamental para que o produtor continue a investir e a garantir o abastecimento interno e as exportações.

Para Meirelles, a continuidade do protagonismo global do Brasil na segurança alimentar depende de ferramentas de trabalho eficazes e de um ambiente de negócios estável, e não de novos adiamentos ou cronogramas protelados.

Fonte: FAESP

Por: Redação

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