Líderes europeus anunciaram, nesta 4ª feira (7.jan.2026), que estão trabalhando em um plano para o caso de os Estados Unidos tentarem comprar a Groenlândia. As declarações do governo norte-americano sobre a região despertaram repercussões negativas de países, como França e Alemanha.
Nesta 4ª feira, a secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, confirmou que a administração norte-americana está discutindo “ativamente” a aquisição da Groenlândia como uma medida estratégica para a segurança nacional do país. O interesse do republicano pela ilha foi renovado depois da recente operação de captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).
Segundo informações da Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, informou à rádio France Inter que as nações pretendem agir “junto com nossos parceiros europeus” diante de qualquer tentativa americana sobre o território dinamarquês.
Uma fonte do governo alemão confirmou à agência Reuters que Berlim está trabalhando em coordenação com outros aliados para responder à situação.
Johannes Koskinen, presidente do Comitê de Relações Exteriores do parlamento finlandês, sugeriu que a questão seja discutida no âmbito da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Ele propôs que os aliados deveriam “abordar se algo precisa ser feito e se os Estados Unidos devem ser alinhados no sentido de que não podem desconsiderar planos acordados conjuntamente para perseguir suas próprias ambições de poder”.
O ministro de Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse que qualquer tentativa de tomada à força significaria que “tudo pararia”, incluindo as relações com a Otan. “Eu mesmo estive ao telefone com o secretário de Estado [Marco Rubio] ontem… Ele descartou a ideia de que o que acabou de acontecer na Venezuela poderia acontecer na Groenlândia”, afirmou.





