• Segunda-feira, 25 de maio de 2026

Etanol mais barato: preço cai em 20 estados e chega a R$ 4,27 o litro, aponta ANP

Com recuo de 2,51% na média nacional, o biocombustível amplia sua vantagem competitiva frente à gasolina; São Paulo puxa a queda e registra o menor valor do país.

A hora de encher o tanque trouxe um alívio para os condutores brasileiros nos últimos dias. Refletindo um movimento de retração que se espalhou por 20 unidades da federação, encontrar o etanol mais barato nas bombas de combustível ficou mais fácil. O cenário foi traçado pelo mais recente mapeamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com índices estruturados pelo AE-Taxas. No panorama nacional, a queda registrada foi de 2,51%, o que derrubou o preço médio do litro para R$ 4,27.

O estado de São Paulo, que atua como o grande motor de produção e consumo do setor sucroenergético no Brasil, foi decisivo para puxar essa balança para baixo. Nos postos paulistas, o recuo foi de 1,97%, fixando a média local em R$ 3,99.

Onde o etanol mais barato faz a diferença?

As disparidades geográficas são evidentes quando se analisa o custo de rodar pelo Brasil. Enquanto a média paulista (R$ 3,99) ostenta o título de mais vantajosa do país, os motoristas do Amapá enfrentam o cenário oposto, lidando com a maior média estadual: R$ 5,84.

Analisando os extremos — os valores absolutos encontrados pelos pesquisadores da agência —, a diferença é drástica:

  • A bomba mais barata do Brasil: R$ 2,98 (São Paulo)
  • A bomba mais cara do Brasil: R$ 6,59 (Pernambuco)
  • Apesar da tendência majoritária de alívio, a fatura ficou mais salgada em cinco localidades que registraram alta no período: Alagoas (avanço de 3,13%, indo a R$ 5,27), Acre (+0,75%, para R$ 5,35), Distrito Federal (+0,68%, para R$ 4,43), Piauí (+0,60%, para R$ 4,99) e Rondônia (+0,18%, para R$ 5,65). Em outras duas unidades da federação, não houve oscilação.

    A regra da paridade e a competitividade nas bombas

    Na hora de escolher qual bico usar, o cálculo de custo-benefício em relação à gasolina é a principal bússola do condutor. A métrica tradicional do mercado aponta que o derivado da cana-de-açúcar é o favorito quando representa até 70% do custo do combustível fóssil. No momento, o termômetro nacional marca excelentes 64,50%.

    Graças a essa margem, abastecer com o biocombustível é a escolha matematicamente correta no Distrito Federal e em sete estados:

  • Liderança em competitividade: São Paulo (61,67%) e Mato Grosso (61,76%).
  • Outros locais com vantagem: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná.
  • Profissionais e executivos da área, consultados pelo Estadão Conteúdo, ressaltam uma mudança de paradigma: dependendo do avanço tecnológico e da eficiência do propulsor do veículo, o insumo sustentável pode valer a pena até mesmo quando essa paridade ultrapassa ligeiramente a antiga fronteira dos 70%.

    Perspectivas para a busca pelo etanol mais barato

    O atual raio-x da ANP mostra que a redução disseminada nos preços fortaleceu a saída do combustível verde nas principais rotas rodoviárias do país. Esse indicador é vital para o agronegócio, pois regula o apetite do mercado e dita as regras de escoamento das usinas. Para mapear os rumos do setor nas próximas semanas, o monitoramento contínuo das bombas e da paridade com a gasolina será indispensável.

    Por: Redação

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