Cientistas usam mosca para entender como tumores cerebrais reagem a nutrientes
A barreira hematoencefálica da drosófila — formada por células gliais — foi marcada para que os cientistas conseguissem medir a atividade de um transportador essencial: o Path (Pathetic), responsável por levar aminoácidos até o cérebro.
Com as moscas sob diferentes condições nutricionais, o grupo avaliou a quantidade de Path na barreira, o volume do tumor, a proliferação celular e a atividade de vias metabólicas importantes, como
O que a pesquisa descobriu
As análises mostraram que, em cérebros saudáveis, a barreira hematoencefálica aumenta a atividade do transportador Path quando falta nutriente, como uma forma de compensação. Mas nos cérebros com tumor ocorre o oposto: a barreira reduz a expressão de Path justamente no momento em que os nutrientes diminuem.
Essa redução corta parte do suprimento de aminoácidos essenciais, diminuindo a ativação de vias metabólicas que alimentam a multiplicação das células tumorais. O tumor, sem esse fluxo constante de matéria-prima, desacelera.
Quando os cientistas forçaram o aumento de Path por manipulação genética, Isso reforça que o transportador é um ponto-chave no controle tumoral.
Na prática, o cisto funciona como uma fábrica que precisa de insumos para manter seu ritmo. A barreira hematoencefálica foi o portão de entrada desses insumos. Em situação de escassez, ela decide diminuir a abertura desse portão ao redor do tumor. Menos entrada de aminoácidos significa menos material para multiplicação, e o tumor perde velocidade.
Os pesquisadores destacam que ainda é cedo para afirmar se o mesmo mecanismo acontece em humanos, mas o achado revela uma nova forma de enxergar o câncer cerebral:
Se for possível identificar transportadores equivalentes ao Path em humanos, terapias futuras poderiam explorar esse controle de nutrientes como estratégia para desacelerar tumores cerebrais.
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Estudo revela como tumores cerebrais reagem à falta de nutrientes
Pesquisa mostra que o ambiente ao redor do tumor ajuda a controlar o crescimento das células cancerígenas
Um novo estudo revelou como tumores cerebrais respondem quando o ambiente ao redor deles passa por falta de nutrientes. O material foi publicado na revista nessa segunda-feira (24/11).
A pesquisa, conduzida por cientistas do Peter MacCallum Cancer Centre, na Austrália, mostrou que o crescimento do tumor não depende apenas das células cancerígenas, mas também de como o cérebro regula a entrada de nutrientes.
porque precisam de um fluxo constante de energia e aminoácidos. Porém, os pesquisadores quiseram entender o que acontece quando essa “matéria-prima” começa a faltar. Para isso, usaram um modelo de drosófila — a popular mosca-da-fruta — que permite observar o comportamento tumoral em situações de escassez.
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A drosófila é um dos organismos mais usados na biologia moderna porque permite manipular genes com precisão e observar, em tempo real, como tecidos inteiros respondem a mudanças no ambiente.
No estudo, a equipe de cientistas conseguiu reproduzir, na larva da mosca, um tumor de células-tronco neurais e observar como ele se comporta quando o organismo enfrenta restrição alimentar.
Os pesquisadores criaram um que normalmente controla o desenvolvimento correto dos neuroblastos. Após induzir o tumor, eles dividiram as larvas em dois grupos: um recebendo dieta normal e outro com dieta restrita, reproduzindo um ambiente de escassez.
Cientistas usam mosca para entender como tumores cerebrais reagem a nutrientes
A barreira hematoencefálica da drosófila — formada por células gliais — foi marcada para que os cientistas conseguissem medir a atividade de um transportador essencial: o Path (Pathetic), responsável por levar aminoácidos até o cérebro.
Com as moscas sob diferentes condições nutricionais, o grupo avaliou a quantidade de Path na barreira, o volume do tumor, a proliferação celular e a atividade de vias metabólicas importantes, como
O que a pesquisa descobriu
As análises mostraram que, em cérebros saudáveis, a barreira hematoencefálica aumenta a atividade do transportador Path quando falta nutriente, como uma forma de compensação. Mas nos cérebros com tumor ocorre o oposto: a barreira reduz a expressão de Path justamente no momento em que os nutrientes diminuem.
Essa redução corta parte do suprimento de aminoácidos essenciais, diminuindo a ativação de vias metabólicas que alimentam a multiplicação das células tumorais. O tumor, sem esse fluxo constante de matéria-prima, desacelera.
Quando os cientistas forçaram o aumento de Path por manipulação genética, Isso reforça que o transportador é um ponto-chave no controle tumoral.
Na prática, o cisto funciona como uma fábrica que precisa de insumos para manter seu ritmo. A barreira hematoencefálica foi o portão de entrada desses insumos. Em situação de escassez, ela decide diminuir a abertura desse portão ao redor do tumor. Menos entrada de aminoácidos significa menos material para multiplicação, e o tumor perde velocidade.
Os pesquisadores destacam que ainda é cedo para afirmar se o mesmo mecanismo acontece em humanos, mas o achado revela uma nova forma de enxergar o câncer cerebral:
Se for possível identificar transportadores equivalentes ao Path em humanos, terapias futuras poderiam explorar esse controle de nutrientes como estratégia para desacelerar tumores cerebrais.
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Cientistas usam mosca para entender como tumores cerebrais reagem a nutrientes
A barreira hematoencefálica da drosófila — formada por células gliais — foi marcada para que os cientistas conseguissem medir a atividade de um transportador essencial: o Path (Pathetic), responsável por levar aminoácidos até o cérebro.
Com as moscas sob diferentes condições nutricionais, o grupo avaliou a quantidade de Path na barreira, o volume do tumor, a proliferação celular e a atividade de vias metabólicas importantes, como
O que a pesquisa descobriu
As análises mostraram que, em cérebros saudáveis, a barreira hematoencefálica aumenta a atividade do transportador Path quando falta nutriente, como uma forma de compensação. Mas nos cérebros com tumor ocorre o oposto: a barreira reduz a expressão de Path justamente no momento em que os nutrientes diminuem.
Essa redução corta parte do suprimento de aminoácidos essenciais, diminuindo a ativação de vias metabólicas que alimentam a multiplicação das células tumorais. O tumor, sem esse fluxo constante de matéria-prima, desacelera.
Quando os cientistas forçaram o aumento de Path por manipulação genética, Isso reforça que o transportador é um ponto-chave no controle tumoral.
Na prática, o cisto funciona como uma fábrica que precisa de insumos para manter seu ritmo. A barreira hematoencefálica foi o portão de entrada desses insumos. Em situação de escassez, ela decide diminuir a abertura desse portão ao redor do tumor. Menos entrada de aminoácidos significa menos material para multiplicação, e o tumor perde velocidade.
Os pesquisadores destacam que ainda é cedo para afirmar se o mesmo mecanismo acontece em humanos, mas o achado revela uma nova forma de enxergar o câncer cerebral:
Se for possível identificar transportadores equivalentes ao Path em humanos, terapias futuras poderiam explorar esse controle de nutrientes como estratégia para desacelerar tumores cerebrais.
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Por: Metrópoles





