Arsenio Dominguez, chefe da Organização Marítima Internacional, agência especializada da Organização das Nações Unidas sobre segurança na navegação, afirmou que as escoltas navais pelo Estreito de Ormuz não garantirão “100%” a segurança no transporte. A declaração foi dada em entrevista ao Financial Times nesta 3ª feira (17.mar.2026).
Dominguez disse ao jornal norte-americano que a assistência militar “não é uma solução sustentável ou de longo prazo” para abrir o Estreito. “Isso reduz o risco, mas o risco ainda existe. Os navios mercantes e os marinheiros podem ser afetados”, afirmou.
Como estratégia para pressionar a economia global, o Irã bloqueou a rota marítima de 33 km de largura no Oriente Médio depois do início da guerra com Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. O bloqueio afeta 25% do escoamento mundial do petróleo. A situação tem causado aumento nos preços da commodity.
O Irã atacou pelo menos 18 embarcações na região do Golfo desde o início do conflito, segundo o Financial Times. “Nós somos dano colateral de um conflito quando as causas originais não têm nada a ver com o transporte marítimo”, afirmou Dominguez ao jornal.
O Conselho da OMI realizará uma Sessão Extraordinária na 4ª feira (18.mar) e na 5ª feira (19.mar), em Londres, para discutir os impactos do contexto no Oriente Médio no transporte marítimo.





