Eleitores da Hungria vão às urnas neste domingo (12) para escolher novos parlamentares e podem encerrar o governo do primeiro-ministro Viktor Orban, líder da extrema-direita que comanda o país há 16 anos.
Segundo as pesquisas de opinião, o premiê e seu partido nacionalista Fidesz perderão o poder para o partido Tisza, de centro-direita e pró-União Europeia, liderado pelo ex-aliado de Orban, Peter Magyar.
Diplomatas ouvidos pela Itatiaia sob reserva avaliam que o pleito também servirá para testar a força do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de influenciar resultados eleitorais ao redor do mundo, em um momento em que o republicano enfrenta dificuldade para encerrar rapidamente a guerra com o Irã no Oriente Médio.
Aliado de Orban, o líder norte-americano enviou seu vice-presidente, JD Vance, a Budapeste na última quarta-feira (8) para participar de um evento de campanha do premiê húngaro, no que foi lido por integrantes da diplomacia brasileira como uma tentativa de interferência direta da Casa Branca na pleito.
Para esses diplomatas, caso os EUA consigam reverter o que parece ser uma iminente derrota da extrema-direita húngara, demonstraria uma capacidade de mobilização que “pode soar alertas” e mostrar que a corrente política segue firme na Europa e ao redor do mundo.
Em seu governo, Orban promoveu políticas anti-imigração, aprovou uma polêmica reforma do Judiciário, restringiu direitos de minorias, como LGBTQIA+, e usou como nunca seu poder de veto na União Europeia para bloquear ações prioritárias para Bruxelas.
No Planalto, a avaliação é que seja qual for o resultado das eleições húngaras, o tema estará na ordem do dia da reunião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará em Barcelona, na Espanha, no próximo sábado (18).
O fórum “Defendendo a Democracia contra os Extremismos” reunirá líderes de 10 a 15 países que enfrentaram episódios de extremismo político. As discussões estão estruturadas em três eixos:





