O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, iniciaram na noite desta quarta-feira (13) uma reunião bilateral no Grande Salão do Povo, em Pequim.
Antes do início da cúpula, Xi afirmou acreditar que “os interesses comuns entre a China e os EUA superam as diferenças”, acrescentando que o sucesso de ambos os países representa uma oportunidade mútua. Em resposta, Trump declarou que as relações entre as duas nações serão “melhores do que nunca”.
Durante o encontro, os líderes devem abordar uma ampla agenda de temas sensíveis, com destaque para comércio e tecnologia. A guerra com o Irã também deve ser discutida, com expectativa de que Trump incentive Xi a pressionar Teerã.
As discussões entre Washington e Teerã seguem em impasse após Trump criticar a mais recente contraproposta iraniana para encerrar a guerra. O presidente americano afirmou que os Estados Unidos querem impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e declarou que a situação está “sob controle”.
A China é vista pelo governo iraniano como uma possível mediadora entre os dois países. Pequim mantém relações estratégicas com Teerã e pode desempenhar papel importante nas negociações diplomáticas.
Outro ponto sensível da viagem será o Estreito de Ormuz. O governo americano quer discutir com a China medidas para evitar restrições na passagem marítima, considerada uma das principais rotas globais de petróleo.
As tensões envolvendo Taiwan também devem ocupar parte importante das conversas entre Trump e Xi Jinping. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acompanha a viagem e será responsável por conduzir parte das negociações diplomáticas.
Washington pretende discutir a reivindicação chinesa sobre Taiwan e reforçar a necessidade de estabilidade no Indo-Pacífico. O tema é considerado um dos principais pontos de atrito entre os dois países. Além disso, autoridades americanas devem abordar a venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan e alegações de apoio militar chinês ao Irã durante o conflito.
Na área econômica, a delegação americana tentará ampliar acordos comerciais firmados anteriormente entre os dois países. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, buscará prorrogar o acordo que reduziu tarifas contra produtos chineses em troca da manutenção das exportações de terras raras.
As negociações também devem incluir:
A comitiva que acompanha Trump em Pequim inclui integrantes estratégicos do governo americano, como o secretário da Defesa, Pete Hegseth, além de assessores da Casa Branca e representantes da área comercial e de segurança nacional. Segundo o governo americano, a visita busca reduzir tensões em áreas estratégicas sem comprometer os interesses econômicos e militares dos Estados Unidos.





