O dólar comercial fechou em R$ 5,252 depois de avançar 1,91% nesta 3ª (3.mar.2026). A moeda norte-americana disparou com o aumento das tensões no Oriente Médio. No sábado, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, que retaliou países aliados do Ocidente na região.

Diante desse cenário, investidores buscaram proteção no dólar. O DXY –índice que serve para comparar o valor do dólar em relação às principais moedas– avançava 0,5% às 17h20.
Já o Ibovespa, principal índice da B3,– que chegou a cair mais de 4% –caía 3,38, aos 182.903,69 pontos, no mesmo horário.
AVERSÃO GLOBAL AO RISCO
A tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã passou a ter características mais amplas de conflito regional –pressionando as bolsas no mundo todo. Forças israelenses avançaram no sul do Líbano nesta 3ª feira.
A operação por terra tem como objetivo frear o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã. Ao mesmo tempo, o Irã continua a disparar mísseis contra países vizinhos aliados de Washington.
Cotação dos principais índices norte-americanos às 17h20:
Ao longo desta semana, o mercado discute se o conflito no Oriente Médio pode impactar a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) – marcada para os dias 17 e 18 de março).
O temor é que a alta do petróleo gere inflação e impacte na magnitude do corte já contratada pelo BC (Banco Central) na última ata. O Brent subia 2,90% e operava perto dos US$ 80 às 17h20.
A agenda econômica local ficou em 2º plano. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta 3ª feira o PIB (Produto Interno Bruto) que cresceu 2,3% em 2025. O dado desacelerou em relação a alta de 3,4% de 2024.
Além disso, o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho, mostrou que o Brasil abriu 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro de 2026. Com o resultado, o estoque de empregos com vínculos formais no país subiu para 48.577.979.





