• Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Dólar cai com inflação nos EUA em foco, à espera de decisão sobre juro

Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,04%, cotado a R$ 5,31. Ibovespa subiu 1,67%, aos 164,4 mil pontos, e bateu novo recorde

O operava em queda na manhã desta sexta-feira (5/12), no último pregão da semana, que tem as atenções dos investidores totalmente voltadas para a divulgação de dados de inflação nos . O maior destaque da agenda econômica é o anúncio dos dados do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador preferido do (Fed, o Banco Central norte-americano) para acompanhar a inflação e embasar suas decisões de política monetária. Dólar Às 9h15, a moeda norte-americana recuava 0,05% e era negociada a R$ 5,308, perto da estabilidade. Na véspera, . Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,46% em dezembro e de 14,07% frente ao real em 2025. Ibovespa As negociações do , principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas. No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,67%, aos 164,4 mil pontos. O índice bateu seu recorde de fechamento pelo terceiro dia consecutivo. Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 3,39% no mês e de 36,73% no ano. Leia também Inflação nos EUA O principal foco de atenção dos investidores continua sendo a definição do Banco Central dos EUA sobre a taxa de juros da economia norte-americana. (após redução de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta em mais um corte de juros até o fim de 2025. , a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA é de 87,2%. Por outro lado, 12,8% dos investidores apostam na manutenção do patamar atual. A próxima reunião do Fed ocorre na semana que vem, dias 9 e 10 de dezembro. A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. LDO aprovada no Congresso No Brasil, . O parecer, que obriga o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pagar a maior parte das emendas até meados do ano eleitoral, recebeu votação simbólica. O governo terá de pagar 65% das emendas obrigatórias ainda no primeiro semestre do ano, ou seja, até julho. Isso corresponde a cerca de R$ 13 bilhões. As emendas obrigatórias são as individuais, de bancada e Pix. A LDO é o conjunto de diretrizes e regras que ditam como o Governo Federal deverá gastar o Orçamento do ano seguinte. A proposta é enviada pelo Palácio do Planalto, normalmente, no primeiro trimestre do ano anterior ao que se refere o projeto, e deve ser votado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, depois, pelo Congresso Nacional. O relatório do deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB) instituiu um cronograma para a execução de 65% dos recursos impositivos (aqueles que o Palácio do Planalto é obrigado a pagar) indicados por parlamentares até julho de 2026. Isso se aplica para emendas individuais e de bancadas estaduais. As emendas de comissão ficaram de fora. A agenda foi um dos principais pontos de conflito entre o governo e o Congresso e levou ao adiamento da votação por quase cinco meses. O relatório de Maia foi chancelado na Comissão Mista de Orçamento (CMO), na última quarta-feira (3/12), antes de chegar ao plenário.
Por: Metrópoles

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