• Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Doce da juventude? Estudo sugere que chocolate atrasa o envelhecimento

Estudo do King's College London mostra que composto presente no chocolate amargo é capaz de retardar o envelhecimento biológico do organismo

pode ser uma estratégia importante para retardar o envelhecimento biológico do corpo. Isso é o que afirma um estudo liderado por pesquisadores do King’s College London (KCL), no Reino Unido. A explicação está na teobromina, um alcaloide presente nesse tipo do doce e o responsável por postergar a velhice no organismo. Biomarcadores estudados pelos cientistas mostraram que pessoas com mais teobromina no sangue tendiam a ter sinais de envelhecimento biológico mais lento. Os resultados do estudo foram publicados em 10 de dezembro, na . Ainda que os resultados sejam animadores, os autores do estudo alertam que a descoberta não libera o consumo desenfreado de chocolate amargo. A e aliada a uma boa rotina alimentar para trazer os benefícios esperados. “Nosso estudo encontrou ligações entre um componente chave do chocolate amargo e a manutenção de uma aparência jovem por mais tempo. Embora não estejamos dizendo que as pessoas devam comer mais chocolate amargo, esta pesquisa pode nos ajudar a entender como os alimentos do dia a dia podem conter pistas para vidas mais saudáveis ​​e longas”, explica a coautora do artigo, Jordana Bell, em comunicado. Chocolate amargo: um aliado contra o envelhecimento Para fazer o estudo, foram analisadas amostras de sangue de 1.669 pessoas, coletadas através de dois registros distintos, com objetivo de estudar concentrações de compostos diversos, como cafeína e teobromina. Em seguida, foram medidos marcadores químicos de envelhecimento baseados na metilação do DNA, incluindo a estimativa dos telômeros, um indicativo para avaliar o comprimento das extremidades cromossômicas e detectar se o corpo está amadurecendo mais rápido ou devagar. Os resultados mostraram uma ligação significativa entre níveis de teobromina e uma juventude biológica maior. Diferentemente da idade cronológica, a biológica está associada ao estado interno do organismo, observando a quantidade de danos em células e tecidos com o passar do tempo. Outros produtos químicos presentes no chocolate e café também foram avaliados durante o estudo, mas apenas o composto do doce apresentou ligação contundente. O trabalho não descobriu exatamente como a teobromina age para deixar o indivíduo mais jovem, porém é mais uma pista para estudos futuros identificarem a maneira como ao organismo. “Embora sejam necessárias mais pesquisas, as descobertas deste estudo destacam o valor das análises em nível populacional no envelhecimento e na genética”, exalta o biólogo molecular e coautor do artigo, Ricardo Costeira.
Por: Metrópoles

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