O Atlético convive com problemas financeiros e busca soluções para quitar as dívidas sem prejudicar o desempenho esportivo dentro de campo. Vice-presidente de Operações e Finanças do Atlético, Thiago Maia apontou o que o clube precisa fazer para se manter competitivo mesmo em um cenário de dificuldades.
De acordo com o diretor financeiro, a gestão da SAF alvinegra não quer reduzir os investimentos feitos no futebol. Desta forma, Thiago Maia mostra soluções para conciliar um time forte e redução das dívidas.
“Como os donos não querem reduzir investimentos, o Galo precisa aumentar as suas receitas, segurar os custos sem reduzir os investimentos, sendo mais eficiente, e precisa de aportes, porque organicamente o Galo não vai conseguir pagar o seu endividamento”, iniciou, em entrevista ao canal Sports Market Makers, no Youtube.
“Os donos já que tomaram essa decisão de manter o time competitivo, de querer aumentar receita, de querer que o Galo continue protagonista, por enquanto estão tendo que segurar com dinheiro próprio”, completou Thiago.
Os problemas financeiros e os juros gerados pelas dívidas bancárias afetam o dia a dia do Atlético. Por isso, a solução encontrada pela gestão da SAF foi a realização de um aporte de cerca de R$ 500 milhões para quitar parte desse valor com bancos.
Thiago Maia reforçou o que já foi dito pelos gestores do clube. O valor será integralmente para o pagamento das dívidas bancárias. O diretor acredita que, apesar dos desafios, as perspectivas futuras são positivas no Atlético.
“O aporte de R$ 500 milhões, que vai ser todo para a dívida, é para reduzir essa dívida bancária que está em torno de R$ 600 milhões para ficar na casa dos R$ 100 milhões. Ainda vai ficar a dívida do CRI da Arena MRV; o cenário é ainda bem desafiador, mas as perspectivas futuras são positivas. Acho que sempre vai ter dívida, faz parte uma empresa ter dívida, mas não pode ter no patamar que o Galo possui. Mas se você pega o endividamento em relação à receita, o Galo vem melhorando ano após ano”, finalizou.





