Manifestantes de direita realizaram um ato na Avenida Paulista nesta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, no centro de São Paulo. Como a Itatiaia já mostrou, o grupo conseguiu pedir autorização antecipadamente para realizar o ato na tradicional via paulista e conseguiu evitar que ela fosse ocupada pela esquerda
O ato da direita se concentrou em frente ao prédio da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp) e reuniu poucos adeptos. Questionado pela reportagem, o coordenador do Projeto União, Mario Malta, ligado ao grupo que protocolou o pedido na Paulista, afirmou que a estratégia não era lotar a avenida, mas evitar que a esquerda se manifestasse no local.
“A lei deixa bem claro que os protocolos feitos com antecedência, existe uma regra. Não é o fato de termos poucos aqui, o problema é que não pode ter antagonismo dentro da Paulista. O fato de ter aqui um pessoal conservador e do outro lado progressista, a polícia não tem condições de administrar”, declarou.
No discursos no trio elétrico, lideranças de vários movimentos de direita criticaram as decisões do Supremo Tribunal Federal contra os condenados no 8 de janeiro e reivindicaram anistia. O coordenador do Projeto União, Mario Malta, destacou que o movimento estava fundamentado em quatro pilares.
“São quatro pautas importantes para o Brasil inteiro: a primeira é Flávio presidente; a segunda é Bolsonaro livre; terceiro que ‘Supremo é o povo’; quarta e última é que juntos somos mais fortes. Cada um está fazendo o seu papel nesta transição de governo. Graças a Deus vamos dar continuidade no conservadorismo”, explicou o organizador.
Os movimentos sociais, sindicais, estudantes e parlamentares de esquerda criticaram a Polícia Militar e acusaram a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) de favorecer os grupos de direita por impedir a realização de atos de esquerda na Paulista. A Polícia Militar disse à Itatiaia que a decisão foi " técnica, imparcial e isonômica" e respeitou o critério de antecedência na comunicação do evento.





