Em meio à derrota histórica do governo Lula após a reprovação do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), um levantamento da coluna Poder em Minas aponta que há 20 anos nenhum mineiro é indicado para uma vaga na Corte.
O movimento ocorre após o ex-presidente do Congresso Nacional e senador pelo estado Rodrigo Pacheco (PSB) ter sido preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na indicação para a Suprema Corte no ano passado.
A última mineira a ter sido indicada para uma cadeira no STF foi Cármen Lúcia, em maio de 2006, nomeada pelo presidente Lula. No período, foram escolhidos 12 ministros com atuação em outros estados:
Minas figura como o segundo estado brasileiro com mais ministros indicados na história do Supremo Tribunal Federal, com 33 nomes desde a sua fundação. Contudo, parte deles somente nasceu no estado, sem que houvesse grande atuação jurídica ou política em terras mineiras.
A presença do estado no Supremo Tribunal Federal foi pequena nos últimos 50 anos. Desde 1975, foram apenas 4 indicações de juristas com forte atuação em Minas Gerais: Cunha Peixoto, em 1975, no Governo Militar de Ernesto Geisel, Oscar Dias Correa, ainda no período da ditadura, indicado em 1982 no Governo João Baptista Figueiredo, Carlos Veloso, em 1990, nomeado pelo presidente Fernando Collor, e por último, Cármen Lúcia, em 2006, no Governo Lula.
Os quatro nasceram em Minas Gerais e tiveram carreira jurídica, acadêmica ou política no próprio estado. Cunha Peixoto nasceu em Teófilo Otoni, Oscar Dias Correa em Itaúna, Carlos Veloso em Entre Rios de Minas e Cármen Lúcia, em Montes Claros.
No período, ainda ocuparam uma cadeira no Supremo Tribunal Federal cinco ministros que nasceram em Minas Gerais, mas não permaneceram, nem fizeram carreira no Estado.
São eles: Décio Miranda, nascido em Carangola, Francisco Rezek, natural de Cristina, Sepúlveda Pertence, que nasceu em Sabará, Maurício Corrêa, de Manhuaçu, e Joaquim Barbosa, natural de Paracatu.





