• Segunda-feira, 13 de abril de 2026

Delegado que prendeu Deolane Bezerra pede indenização de R$ 81 mil

Delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, processou Deolane Bezerra após graves acusações

Deolane Bezerra está sendo processada pelo delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, após graves acusações proferidas contra ele. A informação é do colunista Ancelmo Gois, do O Globo.

Em 2024, Deolane foi presa durante operação que apura crimes envolvendo exploração de jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro, tendo o delegado como responsável pela investigação.

Depois de deixar a cadeia, Deolane alegou que Godim cometeu "abuso de autoridade" e ordenou uma "prisão criminosa". A influenciadora declarou, ainda, que o delegado mentiu para a Justiça.

O delegado pede R$ 81 mil de indenização por conta das acusações.

Deolane Bezerra foi detida pela primeira vez em 4 de setembro, juntamente com a mãe, Simone. A prisão ocorreu no bairro Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

A influenciadora passou cinco dias presa na Colônia Penal Feminina do Recife, assim como o mãe, até que conseguiu habeas corpus e pôde cumprir prisão domiciliar. No entanto, ela foi presa novamente no dia 10 de setembro após descumprir “medidas cautelares”.

Logo depois, Deolane foi levada para a Colônia Penal Feminina de Buíque, que fica a cerca de 270 km do Recife.

Deolane e a mãe foram soltas em 24 de setembro após determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que ordenou a soltura de 17 suspeitos presos no âmbito da Operação Integration, que investiga crimes de lavagem de dinheiro e a prática de jogos ilegais.

Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal em Pernambuco anulou atos da Justiça Estadual e determinou que a Polícia Federal (PF) assuma a investigação no âmbito da Operação Integration. A decisão é do juiz Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, da 13ª Vara Federal. A medida não encerra o inquérito nem anula automaticamente provas ou prisões já cumpridas.

Conforme o magistrado, a Justiça Estadual não tinha competência para autorizar a apuração de crimes federais, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra o sistema financeiro, o que motivou a transferência do caso para a esfera federal.

Desta forma, todo o material foi encaminhado à Polícia Federal, que deverá reavaliar o caso com acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF). A Justiça Estadual ficará responsável apenas pelas questões relacionadas à suposta contravenção do jogo do bicho.

Com informações da CNN

Por: Redação

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