• Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Defesa de Silas Malafaia pede adiamento de julgamento que pode torná-lo réu

Advogados alegam que Primeira Turma está incompleta e que análise agora pode gerar insegurança jurídica

A defesa do pastor Silas Malafaia solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento do julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode tornar o pastor réu pelos crimes de injúria e calúnia.

O julgamento está marcado para esta terça-feira (28), na Primeira Turma da Corte. No pedido, os advogados argumentam que o colegiado está incompleto, o que poderia comprometer a qualidade da decisão.

A Primeira Turma é composta por cinco ministros, mas atualmente conta com apenas quatro integrantes. A mudança ocorreu após o ministro Luiz Fux deixar o colegiado para integrar a Segunda Turma, abrindo uma vaga ainda não preenchida.

Segundo a defesa, a realização do julgamento nessas condições pode gerar insegurança jurídica e limitar o debate entre os ministros.

Os advogados também sustentam que não há urgência que justifique a análise imediata do caso e defendem que o tema seja apreciado apenas quando a composição estiver completa.

A denúncia foi apresentada pela PGR em 18 de dezembro do ano passado. Silas Malafaia é acusado de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.

De acordo com a Procuradoria, o pastor teria feito declarações ofensivas durante uma manifestação realizada em 6 de abril de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, ele chamou integrantes do alto comando do Exército de “frouxos”, “covardes” e “omissos”.

O julgamento chegou a ser iniciado no plenário virtual, mas foi interrompido após pedido de destaque do ministro Cristiano Zanin, o que transferiu a análise para o plenário físico.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes já havia votado no ambiente virtual, defendendo o recebimento da denúncia.

Segundo ele, as declarações de Malafaia têm relação com investigações em curso na Corte, como os inquéritos das milícias digitais e das fake news.

Por: ITATIAIA

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