• Quinta-feira, 19 de março de 2026

Dados de Vorcaro foram reinseridos no sistema da CPI do INSS, diz PF

Mendonça proibiu comissão de ter acesso a novos dados sigilosos

A Polícia Federal (PF) informou nesta terça-feira (18) que os dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro foram reinseridos nos sistemas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS após a corporação realizar a extração das informações. Segundo a PF, após os dados serem excluídos, foi constatada a reintrodução dos arquivos, que também estavam armazenados em um sistema de nuvem da Apple. De acordo com a PF, o envio dos dados foi solicitado pela presidência da CPMI à empresa de tecnologia e gerou novo armazenamento dos arquivos.

“O fato gerou novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”, declarou a PF.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, já foi comunicado sobre o episódio.

Entenda

Na segunda-feira (16), Mendonça proibiu a CPMI do INSS de ter acesso a novos dados da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro. Com a decisão, os dados, que estão em uma sala-cofre da CPMI, no Senado, foram devolvidos para a PF, que realizou uma triagem para retirar o conteúdo sobre a vida privada de Vorcaro.  Ontem, a PF compareceu à sala-cofre e cumpriu a decisão. Relacionadas
29/05/2023 - Brasília - Sessão extraordinária do STF. 20/10/2022 Ministro André Mendonça participa da sessão extraordinária do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza oitiva do fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos.

A CPI apura suspeitas de lavagem de dinheiro e uso do comércio de joias para movimentar recursos de facções, além de avaliar a eficácia das políticas públicas de combate à lavagem de dinheiro no País. 

A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor. 

Mesa: 
ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur;
vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES);
relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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Por: Redação

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