Você está destruindo suas matrizes? O erro comum na primeira monta que custa muito caroO impacto nos fertilizantes importados O Irã desempenha um papel duplo e crítico para o agronegócio global. Além de ser um exportador fundamental de amônia e ureia, o país detém o controle geográfico do Estreito de Ormuz, a principal artéria para o escoamento de petróleo no mundo. Com os recentes ataques e o fechamento temporário da rota, o preço da energia disparou, o que encarece diretamente a produção e o frete dos insumos. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Tomás Pernías, analista da StoneX, destaca que os reflexos foram imediatos: a ureia negociada nos portos brasileiros (modalidade CFR) já registrou um salto de 36% desde o início das hostilidades. Este aumento pressiona os custos operacionais e reduz a margem de lucro do produtor, que se vê obrigado a lidar com uma precificação instável e agressiva. O risco para a safrinha de milho e o mercado travado A alta dos nitrogenados gera uma preocupação específica com a cultura do milho, altamente exigente em fertilização. Especialistas alertam que, caso os preços dos fertilizantes importados permaneçam elevados nos próximos meses, a rentabilidade da safrinha de 2027 estará seriamente comprometida. No chão de fábrica e nas tradings, o clima é de cautela. Davi Alvim, CEO da Autem Trade Company, afirma que o mercado de comercialização está “travado”. Segundo ele, os fornecedores não conseguem garantir preços futuros, resultando em uma reprecificação constante. “As compras só estão ocorrendo em caráter de urgência, quando não há outra alternativa para o produtor”, relata Alvim. A China e a instabilidade dos fertilizantes importados A tentativa brasileira de diversificar fornecedores após o início da guerra na Ucrânia em 2022 encontrou novos obstáculos. A China, que assumiu um papel de protagonismo no fornecimento de insumos ao Brasil, tem adotado políticas de restrição às exportações para proteger seu próprio mercado interno. Dados da Scot Consultoria, baseados na Secex, indicam que a China foi responsável por 27,4% das compras brasileiras em 2025, seguida pela Rússia com 25,4%. No entanto, a dependência é alarmante em nichos específicos: o Brasil importa da China quase 100% do sulfato de amônio que consome. Com a incerteza no fornecimento chinês e o conflito no Irã, o país, que importou 45,5 milhões de toneladas de insumos no último ano, precisa mais do que nunca discutir estratégias para reduzir a dependência de fertilizantes importados e fortalecer a produção nacional. VEJA MAIS:
Crise no Irã expõe o “calcanhar de Aquiles” do agronegócio brasileiro: os fertilizantes importados
Com 90% do consumo nacional suprido por fertilizantes importados, agronegócio brasileiro enfrenta alta de 36% na ureia e riscos logísticos globais após agravamento de tensões no Irã
Com 90% do consumo nacional suprido por fertilizantes importados, agronegócio brasileiro enfrenta alta de 36% na ureia e riscos logísticos globais após agravamento de tensões no Irã A escalada do conflito envolvendo o Irã funciona como um espelho de uma vulnerabilidade histórica: a extrema dependência que o país possui de fertilizantes importados. De acordo com levantamento da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), o Brasil importa cerca de 90% de todos os adubos utilizados em suas lavouras, um cenário que deixa a economia nacional à mercê de choques externos e interrupções logísticas globais. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Gado em sistema rotacionado ajuda a controlar plantainvasora e restaurar o Cerrado Inovação da Embrapa transforma moto em mini trator para apoiar pequenos agricultores ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Por: Redação





