• Terça-feira, 3 de março de 2026

Crise na avicultura do Irã leva a escassez de ração e casos de canibalismo em granjas

A crise econômica no Irã impacta a avicultura, resultando em escassez de ração e canibalismo entre as aves nas granjas.

A crise econômica no Irã impacta a avicultura, resultando em escassez de ração e canibalismo entre as aves nas granjas. A falta de ração adequada tem levado aves em diversas granjas do  Irã a comportamentos extremos, como ataques entre si e canibalismo. A situação ocorre em meio a uma crise econômica profunda, que empurra o setor avícola do país — já fragilizado há anos — para a beira do colapso. De acordo com a mídia local, uma grave escassez de  moeda estrangeira, necessária para importar  milho e soja, principais componentes da ração animal, deixou muitos produtores sem condições de manter o abastecimento.
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    Como forma de protesto simbólico, um grupo de agricultores se reuniu recentemente em frente ao parlamento iraniano para realizar “orações fúnebres” pela indústria avícola. Segundo os organizadores, o objetivo foi alertar os parlamentares para o que classificam como uma crise existencial da produção nacional de frango. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Queda drástica nas importações de ração Sadra Ali Akbarkhani, ex-CEO da União Central de Avicultores, estima que o setor necessite mensalmente de cerca de  240 mil toneladas de milho e  160 mil toneladas de farelo de soja. No entanto, nos últimos meses, as entregas ficaram muito abaixo desse volume, principalmente devido ao agravamento da crise cambial. Colapso da moeda iranianarial iraniano segue em forte desvalorização, com projeções de ultrapassar  1,5 milhão de riais por dólar no início de 2026. Impactada por sanções internacionais, queda na receita do petróleo e inflação elevada, a crise cambial reduziu drasticamente a capacidade do governo de destinar divisas à importação de itens essenciais, incluindo ração animal. Atualmente, o sistema iraniano prevê que os grãos importados sejam adquiridos com moeda estrangeira alocada pelo Estado a taxas preferenciais e distribuídos a produtores registrados por meio de um sistema centralizado de cotas e subsídios. Preços exorbitantes no mercado aberto Segundo Akbarkhani, para evitar o abate em massa dos plantéis, alguns produtores recorrem ao mercado aberto, onde milho e farelo de soja são vendidos a  “preços astronômicos”, refletindo a taxa de câmbio real. Pequenos produtores, em especial, não conseguem arcar com esses custos. Em situações extremas, quando a ração se esgota, há relatos de que as aves passam a se atacar. O problema se agravou nos últimos meses, com um número crescente de granjas enfrentando escassez severa, segundo o portal de notícias iraniano  Tabnak. Redução na produção de pintinhos de um dia Diante da incerteza, produtores têm reduzido as operações e diminuído drasticamente as compras de  pintinhos de um dia. Reza Mobasseri, secretário da Associação Iraniana de Produtores da Cadeia Avícola, alertou que, sem acesso confiável à ração subsidiada, muitos agricultores preferem reduzir a produção a assumir prejuízos maiores. “Se o preço de venda do frango não cobrir os custos mínimos de produção, a médio prazo algumas unidades irão à falência ou reduzirão a atividade, levando à queda da oferta e ao aumento dos preços”, afirmou Mobasseri à agência Mizan. Ele acrescentou que uma ruptura significativa na cadeia produtiva pode ter efeitos duradouros. Uma vez desestruturada, a capacidade de produção — incluindo plantéis de matrizes e incubatórios — é difícil e cara de reconstruir, o que pode prolongar a instabilidade do mercado avícola iraniano. Fonte: Poultry World VEJA TAMBÉM:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago PereiraQuer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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