O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) rejeitou na 4ª feira (11.mar.2026) um projeto de resolução, apresentado pelo governo russo, que instava todas as partes a cessarem fogo imediatamente no Oriente Médio. Rússia, China, Paquistão e Somália votaram a favor, enquanto os Estados Unidos e a Letônia votaram contra. Houve 9 abstenções.
“Estamos profundamente decepcionados”, afirmou Vassily Nebenzia, representante da Rússia na ONU. Disse que muitos membros do Conselho não conseguiram reunir a força e a sabedoria necessárias para aprovar o texto proposto por seu país.
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, afirmou após a votação que a China está desapontada e lamenta que a proposta não tenha sido adotada. Disse também que o projeto encoraja todas as partes envolvidas a retomarem o caminho das negociações diplomáticas.
Já o representante dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse que a federação russa sabia que não tinha os votos necessários para aprovar sua resolução, mas insistiu em prosseguir com a votação. “Mais uma vez, a Rússia está agindo aqui no Conselho de Segurança para proteger seu parceiro, o Irã”, declarou em nota.
“Rejeitamos a tentativa da Rússia de equiparar as ações legítimas dos EUA, tomadas em conformidade com o Artigo 51 da Carta da ONU, ao padrão de derramamento de sangue e brutalidade do Irã contra seu próprio povo e em todo o mundo, e aos seus recentes ataques deliberados e em larga escala contra civis e infraestrutura civil no Golfo e no Oriente Médio”, disse Waltz.
Também na 4ª feira (11.mar), o Conselho de Segurança aprovou um outro projeto de resolução que condena os ataques iranianos contra os países do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) e contra a Jordânia. Exige que o Irã cesse imediatamente os ataques contra esses países e determina que esses atos constituem uma violação do direito internacional e uma grave ameaça à segurança internacional. A proposta apresentada pelo Bahrein foi aprovada com 13 votos a favor e 2 abstenções.
“Quero deixar claro: esta resolução é uma injustiça flagrante contra o meu país, a principal vítima de um claro ato de agressão”, disse Amir Saeid Iravani, representante do Irã na ONU. “Consideramos-na injusta e ilegal, incompatível com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional”, acrescentou.





