• Terça-feira, 9 de junho de 2026

Comissão da ALMG adia audiência com secretário sobre investigação na Educação

Chefe da Casa Civil, Marcel Beghini foi convidado a comparecer à Assembleia no dia 24 de junho, às 16h (de Brasília)

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) remarcou a audiência com o secretário de Estado da Casa Civil, Marcel Beghini. Antes previsto para esta quarta (10), o encontro foi adiado para o dia 24 de junho (quarta-feira), às 16h (de Brasília).

A reunião servirá para discutir as denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação (SEE) investigadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). Fontes ligadas à ALMG informaram à Itatiaia que a mudança na data foi um pedido do próprio secretário.

No dia 27 de maio, a comissão recebeu a controladora-geral do Estado, Marcela Dias, que esclareceu o andamento das investigações de indícios de corrupção na Educação sob o comando de Rossieli Soares.

Rossieli foi exonerado do cargo de secretário no dia 27 de abril. A assessoria do ex-secretário chegou a divulgar que a saída teria sido “em comum acordo” e ligada a questões pessoais e de saúde.

Porém, no dia seguinte à exoneração, o governo do Estado divulgou nota afirmando que a decisão foi motivada por "informações preliminares de investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE)". O conteúdo da investigação ainda não foi revelado publicamente.

No centro das discussões está o contrato assinado pela SEE e pela empresa Fazer Educação para a aquisição de livros didáticos para os alunos das escolas estaduais. O contrato, no valor de R$ 348 milhões, foi firmado no dia 23 de dezembro de 2025, com dispensa de licitação.

À Comissão de Educação, a controladora-geral Marcela Dias informou que as apurações da CGE iniciaram após denúncia de um servidor público no dia 16 de dezembro de 2025.

Ao portal O Fator, o secretário Marcel Beghini confirmou ser o autor da denúncia. Ele ocupava o cargo de secretário-geral do Estado quando recebeu informações sobre esquema combinado para aumentar o valor do contrato com a Fazer Educação e viabilizar a contratação da empresa sem licitação.

A Fazer Educação firmou contratos semelhantes em outros estados onde Rossieli Soares atuou e é alvo de investigações por possível fraude em licitações para compra de materiais didáticos. Segundo o portal Intercept Brasil, os contratos somam R$ 848,8 milhões.

De acordo com a deputada Beatriz Cerqueira, a SEE dispensou a exigência de licitação no contrato complementar no valor de R$ 49 milhões, firmado em março deste ano, envolvendo consórcio formado por empresas investigadas por fraudes e corrupção em outros estados e não habilitadas para participar de certames em Minas Gerais.

Por: ITATIAIA

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