• Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Cientistas descobrem molécula capaz de inibir vontade de beber álcool

Estudo em camundongos revela que o composto MCH11 diminui a vontade de beber e atua de forma diferente em machos e fêmeas

Uma pesquisa publicada na edição de 2025 da revista investigou uma nova molécula, chamada MCH11, que pode ajudar no tratamento da dependência de álcool. O composto atua inibindo uma enzima chamada MAGL, responsável por quebrar uma substância natural do cérebro, o 2-AG — um endocanabinoide envolvido na regulação do prazer e da ansiedade. Ao bloquear essa enzima, o MCH11 aumenta a ação do 2-AG e influencia diretamente o sistema de recompensa, que é o Os testes foram feitos em camundongos machos e fêmeas. Os pesquisadores observaram que, após a aplicação da molécula, houve uma redução significativa no consumo e na preferência pelo álcool. Leia também Além disso, os animais demonstraram menor motivação para beber quando tinham a opção entre água e álcool. Em alguns casos, quando o MCH11 foi combinado com o remédio topiramato — —, o efeito foi ainda mais intenso. Antes de avaliar o impacto no consumo, os cientistas testaram a segurança da molécula. Eles verificaram que o ou o comportamento cognitivo dos animais. Pelo contrário, apresentou efeitos ansiolíticos e antidepressivos leves, além de reduzir a impulsividade, características importantes para um possível tratamento do vício. A análise molecular mostrou que o composto alterou a expressão de genes ligados à dopamina e ao sistema endocanabinoide em áreas do cérebro relacionadas ao prazer e à dependência. Essas mudanças indicam que o MCH11 pode interferir diretamente na forma Um dos resultados mais interessantes do estudo é que os efeitos variaram de acordo com o sexo dos animais. Machos e fêmeas responderam de maneira diferente à substância, tanto no comportamento quanto nas alterações cerebrais observadas. Isso reforça a importância de considerar as diferenças biológicas entre homens e mulheres no desenvolvimento de novos medicamentos contra o alcoolismo. e precisa passar por novas etapas de pesquisa antes de ser testado em humanos. Mesmo assim, o trabalho mostra que regular o sistema endocanabinoide pode ser uma estratégia promissora para reduzir o consumo de álcool e prevenir recaídas, abrindo caminho para terapias mais personalizadas no futuro. Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
Por: Metrópoles

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