• Sexta-feira, 8 de maio de 2026

Cepa de hantavírus em navio é transmissível entre humanos; três mortes

Segundo o ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, os exames laboratoriais identificaram a cepa andina entre os passageiros contaminados

Autoridades de saúde da África do Sul confirmaram nesta quarta-feira (6) que a variante de hantavírus identificada em passageiros do cruzeiro MV Hondius é a cepa andina, considerada a única forma conhecida do vírus capaz de ser transmitida entre humanos.

A embarcação, que seguia do extremo sul da Argentina para Cabo Verde, se tornou foco de preocupação internacional após registrar três mortes e diversos casos suspeitos da doença. Atualmente, o navio transporta 88 passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades diferentes.

Segundo o ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, os exames laboratoriais identificaram a cepa andina entre os passageiros contaminados.

“Os testes iniciais mostram que se trata, de fato, da cepa andina. Esta é a única, entre as 38 conhecidas, capaz de ser transmitida de uma pessoa para outra”, afirmou.

Dois passageiros foram retirados do navio e encaminhados para Joanesburgo. Um deles morreu e o outro segue internado.

Além disso, a Suíça confirmou um caso da doença em um homem hospitalizado em Zurique. De acordo com o Ministério da Saúde suíço, o paciente retornava de uma viagem pela América do Sul e esteve no cruzeiro onde os casos foram registrados.

O homem procurou atendimento médico após apresentar sintomas compatíveis com hantavírus e foi imediatamente colocado em isolamento. A esposa dele, que não apresentou sintomas, também permanece isolada por precaução.

Testes realizados no laboratório de referência dos Hospitais Universitários de Genebra confirmaram que o paciente está infectado com a variante andina do vírus, encontrada principalmente na América do Sul.

As autoridades suíças investigam se o homem teve contato próximo com outras pessoas enquanto estava doente. Apesar disso, o governo afirmou considerar baixo o risco para a população, já que a transmissão entre humanos é rara e costuma ocorrer apenas em contatos muito próximos.

Enquanto isso, Cabo Verde informou que prepara uma operação para retirar três pessoas infectadas do navio e transferi-las para a capital, Praia.

A situação também levou autoridades espanholas a se posicionarem contra a atracação da embarcação nas Ilhas Canárias. O governo regional anunciou a decisão após o Ministério da Saúde da Espanha informar que o navio pretendia ancorar em Tenerife.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), três pessoas que estiveram a bordo morreram: um casal holandês e uma mulher alemã.

O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril e está ancorado próximo à capital de Cabo Verde desde domingo.

Por: ITATIAIA

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