O governador de Goiás e agora pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse que o principal desafio das eleições presidenciais não será derrotar o PT, mas impedir que o partido volte ao poder. Segundo ele, isso depende de uma gestão eficiente, com foco em segurança pública e desenvolvimento econômico.
“É importante que todos entendam que o desafio não é ganhar a eleição do PT apenas. Isso é fácil, sem dúvida alguma, no 2º turno ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país”, declarou.
Para Caiado, a polarização política tem servido para evitar o debate sobre temas relevantes e travar o crescimento do Brasil.
O pré-candidato criticou o que chamou de fragilidade do Estado no enfrentamento ao crime organizado. Disse que não há pleno Estado Democrático de Direito em um cenário em que o narcotráfico exerce influência sobre parte do território nacional. “Não existe Estado forte onde o crime domina áreas e impõe suas regras”, afirmou.
Ao falar sobre sua gestão em Goiás, o governador disse ter priorizado o combate à criminalidade por meio da integração das forças de segurança e do uso de inteligência policial. Segundo ele, o Estado não registra assaltos a banco há anos e conseguiu reduzir crimes como roubos a carros-fortes e ações do chamado “novo cangaço”.
Na área econômica, o governador criticou o alto custo de produção no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que juros elevados dificultam o crescimento e desestimulam investimentos. Defendeu maior incentivo à inovação e à tecnologia, citando iniciativas em Goiás nas áreas de inteligência artificial, energia e exploração de terras raras.
O pré-candidato afirmou ainda que o Brasil perdeu espaço em setores estratégicos, como indústria e energia, e alertou para o risco de atraso na corrida tecnológica global. “O desafio é preparar o país para competir em áreas como inteligência artificial e novas fontes de energia”, disse.
Caiado também fez referência à sua experiência política e administrativa, afirmando que governar exige preparo e não pode ser tratado como aprendizado no cargo. “Não se governa no improviso. É preciso ter trajetória e capacidade de enfrentar os problemas reais do país”, declarou.





