As principais Bolsas de valores da Ásia abriram em queda nesta 2ª feira (23.mar.2026). O derretimento é um reflexo direto do impasse entre Estados Unidos e Irã que aumentou a pressão sobre o estreito de Ormuz e disparou o alerta de instabilidade entre os investidores.
Os mercados asiáticos são especialmente sensíveis ao que acontece em Ormuz pois países como China, Índia, Japão e Coreia do Sul são dependentes do petróleo que atravessa o estreito para manter sua economia aquecida. As duas maiores economias do continente –China e Índia– são os principais destinos do óleo que passa na rota marítima.
Leia abaixo como abriram as principais Bolsas asiáticas:
A situação no estreito de Ormuz pressiona a economia global desde o final de fevereiro. O bloqueio iraniano depois dos ataques dos EUA e de Israel contra o país já fez o preço do barril de petróleo disparar acima dos US$ 100 e a guerra também já atingiu infraestruturas de energia no Oriente Médio que ameaçam o abastecimento de gás para todo o mundo.
Para destravar a rota marítima, o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) usou seu perfil na Truth Social na noite de sábado (21.mar) para ameaçar o Irã. Afirmou que se o país persa não reabrir o estreito de Ormuz em 48 horas, os militares norte-americanos vão destruir as usinas de energia do país.
A resposta iraniana veio no domingo (22.mar). A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que fechará o estreito de Ormuz de forma indefinida se os EUA concretizarem esses ataques. O estreito de Ormuz está sob controle iraniano desde o início da guerra. O governo do país diz que o tráfego está restrito apenas a navios hostis, mas que será totalmente fechado se Trump cumprir sua ameaça. O prazo se encerra nesta 2ª feira (23.mar).
Totalmente ou parcialmente bloqueado, a situação em Ormuz já provocou o aumento de custos na região que devem se estender por anos. Além do dano à infraestruturas de energia, seguradoras já mais do que quadruplicaram o preço de seus serviços para navios que atravessam a região, justamente pelo risco de ataques aos navios.





