Bolsa brasileira nada de braçada apesar do “efeito Trump” nos mercados
Em dólares, a rentabilidade do Ibovespa foi de 16,78%, a sétima maior entre 21 dos principais índices das Bolsas globais no 1º trimestre
O , o principal índice da Bolsa brasileira (), registrou alta de 8,29% no primeiro trimestre de 2025, se considerado o desempenho em reais. Em dólares, porém, levando-se em conta a frente a divisa americana, o índice alcançou uma rentabilidade de 16,78%, garantindo a sétima melhor posição entre os 21 principais indicadores globais analisados pela consultoria Elos Ayta.
“Essa performance não ocorria desde o quarto trimestre de 2023, quando o Ibovespa avançou 19,07% em dólares, também beneficiado por um real fortalecido naquele período, ainda que com menor intensidade (+3,44%)”, diz Einar Rivero, sócio da Elos Ayta.
Assim como a , alguns mercados de capitais conseguiram obter bons resultados no primeiro trimestre de 2025, apesar das medidas e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em elevar as tarifas de produtos importados. Nesta quarta-feira (2/4), começam a valer uma série de sobretaxas anunciadas nas últimas semanas pelo republicano.
O destaque do trimestre foi o Euro Stoxx 50, que reúne as maiores empresas da Zona do Euro. Com uma valorização de 17,04% em moeda local e um reforço adicional da alta de 4,35% do euro frente ao dólar, a rentabilidade do índice atingiu 22,13% em dólares.
O MSCI Colcap, da Colômbia, garantiu a segunda posição no ranking. Também em dólares, ele avançou 21,73%, enquanto o IPSA, do Chile, fechou o pódio dos três melhores desempenhos globais, com 19,53%.
Avanços na China
Os índices da também se destacaram, com o FTSE China 50 valorizando 18,08% em dólares, e o Hang Seng Index, de Hong Kong, avançando 17,51%. Entre os mercados europeus, além do Euro Stoxx 50, Alemanha e Itália apresentaram altas semelhantes em dólares (16,16% e 16,15%, respectivamente), impulsionadas pela recuperação econômica na região.
EUA e Japão em queda
De acordo com Rivero, se alguns mercados registraram um início de ano promissor, o mesmo não pode ser dito sobre os Estados Unidos e o Japão. O americano Nasdaq recuou 10,42% no primeiro trimestre, registrando sua pior performance desde o segundo trimestre de 2022, quando caiu 22,44%.
O Nikkei 225, referência da Bolsa de Tóquio, fechou com queda de 6,71% em dólares, algo não visto desde o segundo trimestre de 2024 (-7,30%). Já o S&P 500 e o Dow Jones, principais índices de Wall Street, também não escaparam do pessimismo do investidor: recuaram 4,59% e 1,28%, respectivamente, marcando um trimestre de perdas para os mercados americanos.
Argentina na lanterna
Na lanterna do ranking, o índice Merval, da , registrou um tombo de 11,25% em dólares. A desvalorização do peso argentino continua sendo um fator crítico para a bolsa do país, que enfrenta desafios macroeconômicos severos e um cenário de instabilidade política e financeira.
Por: Metrópoles