A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou, na noite de 4ª feira (21.jan.2026), que a direita precisará superar disputas internas e vaidades pessoais para vencer a eleição presidencial de 2026. A declaração foi dada durante encontro da Frente Parlamentar pelo Livre Comércio com jornalistas.
Segundo a deputada, o cenário exige unidade e estratégia. “Nós estamos em uma guerra. E, na guerra, não tem espaço para vaidade. É preciso estratégia, tática e união. Vaidade acontece, é normal, mas precisa ser superada. Isso é uma questão de inteligência e, mais do que isso, de sobrevivência”, disse, em resposta ao Poder360.
Bia Kicis comentou o apoio de Jair Bolsonaro à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Para ela, o movimento mostrou a força política do ex-presidente. “O que ele mostrou foi que, mesmo preso, é capaz de dar as cartas”, afirmou.
Até então, o nome mais cotado na direita era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A deputada disse que a indicação surpreendeu aliados. “Quando a candidatura do Flávio Bolsonaro foi anunciada, ninguém esperava. Tínhamos a ideia de que o presidente Bolsonaro só faria a indicação lá para o final de fevereiro ou março”, declarou.
Segundo Kicis, houve resistência inicial do Centrão, mas o cenário estaria mudando. “O nome dele foi crescendo. A última pesquisa, que saiu inclusive na Bloomberg, já mostra ele até empatado com o Lula. Está ganhando fôlego”, afirmou.
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na 4ª feira (21.jan.2026) testou 5 cenários de 1º turno e 8 cenários de 2º turno das eleições presidenciais de 2026. Em todos, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto. Se o quadro eleitoral se consolidasse sem Flávio e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula venceria a disputa no 1º turno. Com Flávio na disputa, a eleição iria para o 2º turno. Leia mais detalhes nesta reportagem.
O levantamento entrevistou 5.418 eleitores brasileiros recrutados digitalmente de 15 a 20 de janeiro de 2025. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02804/2026. Teve custo de R$ 75.000,00, pago com recursos próprios.
Bia Kicis disse no evento que Flávio tem perfil de diálogo e tende a ampliar apoios. “Ele está ganhando musculatura. Acho que vai ganhar a adesão de outros partidos”.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi indicado para coordenar a campanha presidencial.
Ao falar das prioridades da direita para 2026, a deputada listou uma série de pautas no Congresso. Entre elas, a prorrogação da CPMI do INSS, que, segundo ela, teria levantado indícios de envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de informações trazidas pela oposição.
“É prioridade prorrogar essa CPMI”, afirmou.
Ela também citou a defesa da instalação da CPMI do Banco Master e da CPMI da Secretaria de Comunicação (SeCom).
“Há jurisprudência no Judiciário que diz que, quando o número necessário de assinaturas é alcançado, é obrigatória a instalação”, disse.
Sobre a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), afirmou que o governo está fazendo “aquilo que acusavam o governo Bolsonaro de fazer, mas que nunca fez”.
Bia Kicis apontou ainda como prioridade número 1 a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, além da pauta do Simples, do equilíbrio entre os Poderes e da segurança pública. Sobre o tema, criticou a proposta em debate.
“A PEC da Segurança não agradou nem ao governo nem à oposição. Acreditamos que temos propostas muito melhores”, declarou.





