O BC (Banco Central) lançou nesta 2ª feira (1º.dez.2025) o Protege+, o sistema que bloqueará a abertura de contas fraudulentas. O serviço gratuito permite que pessoas e empresas comuniquem ao sistema financeiro que não desejam criar novas contas corrente, poupança ou de pagamento pré-paga. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 145 kB).
A medida também permite que as pessoas e empresas comuniquem ao sistema financeiro a sua inclusão como titular ou representante em contas. O Protege+ é uma camada adicional de segurança contra a abertura de contas em nome de outra pessoa ou empresa.
Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode ativar a proteção. Para acessar o serviço, é preciso ter conta gov.br nível prata ou ouro com a verificação em duas etapas habilitada.
Os bancos e demais instituições financeiras reguladas pelo Banco Central serão obrigados a consultar o sistema Protege+ para saber se o cidadão ativou a proteção. O registro fica marcado no banco de dados e, antes de qualquer abertura de conta ou inclusão de representante em conta, terá que fazer a consulta.
Se a proteção estiver ativada, o banco ou instituição financeira:
O Protege+ permitirá ainda que o cidadão visualize quais instituições financeiras consultaram seu CPF ou CNPJ e o motivo da consulta, como abertura de conta ou inclusão como titular/representante.
“O BC Protege+ serve como uma camada adicional de segurança contra fraudes de identidade no Sistema Financeiro. O sistema foi pensado para evitar a abertura de contas fraudulentas no seu nome ou da sua empresa ajudando a prevenir que produtos sejam indevidamente contratados nessas contas”, disse o BC.
A diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa, declarou que a iniciativa do Banco Central é uma das “diversas ações” criadas pela autoridade monetária que oferecem ferramentas de proteção do cidadão.
Izabela declarou que o BC recebeu mais de 100 milhões de relatórios financeiros, como contas, empréstimos, chaves Pix, cheques sem fundos e câmbio. A autoridade monetária registrou 1,3 milhão de demandas de pedido de informação e reclamação, sendo 800 mil atendimentos por meio do Din, o chatbot oficial.
A diretora disse que o sistema Protege+ ativa uma proteção voluntário e gratuito para os cidadãos. “Até o momento, nós temos 7.800 pessoas que ativaram a proteção desde às 10h e 500 mil consultadas de instituições financeiras”, disse Izabela.
Na prática, os números indicam que foram tentados 500 mil processos de abertura de conta, mas 7.800 pessoas ativaram a proteção. Os bancos e as instruções financeiras tiveram 263 negativas para a abertura de contas.
As empresas do setor financeiro terão obrigatoriamente que consultar os CPFs e os CNPS antes de abrir as contas. Carlos Eduardo Gomes, chefe do Departamento de Atendimento Institucional do Banco Central, disse que, quando estiver a proteção ativada, o banco ou instituição financeira vai informar a pessoa que não poderá ativar a abertura de conta.
Caso tenha interesse em reativar a abertura, o cidadão pode solicitar a retirada da proteção.
Para adicionar o grau de segurança, faça os seguintes procedimentos:
Para desativar a proteção de pessoa física, siga o seguinte caminho:
Leia abaixo como desativar no caso de CNPJ:





