O número de mortos devido a um atentado em uma rodovia no sudoeste da Colômbia nesse sábado (25) subiu para 19, informou um novo balanço divulgado neste domingo (26).
Em meio a uma campanha eleitoral dominada por questões de segurança, as autoridades atribuíram o ataque a dissidentes do extinto grupo guerrilheiro das Farc, que não aceitaram o acordo de paz de 2016.
O presidente de esquerda, Gustavo Petro, os chamou de "terroristas" e ordenou que as forças de segurança intensificassem a perseguição.
Em um comunicado publicado no X, o Instituto de Medicina Legal informou ter encontrado "dezenove corpos". Anteriormente, o instituto havia relatado 14 mortos e 38 feridos em decorrência da enorme explosão ocorrida no sábado em uma rodovia no departamento de Cauca.
Segundo o Exército, a explosão ocorreu em uma barricada ilegal montada pelos dissidentes.
A bomba atingiu mais de uma dezena de veículos e os arrastou por vários metros, segundo testemunhas. Imagens da AFP mostram os corpos das vítimas cobertos, veículos destruídos e uma enorme cratera na estrada.
Os rebeldes estão semeando o terror na região de Cauca com uma série de ataques que começou na sexta-feira com um atentado com bomba contra uma base militar na cidade de Cali, que deixou dois feridos.
Os liderados por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, estão hostilizando as forças de segurança com explosivos, drones e fogo cruzado.
Desde que chegou ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com os maiores grupos armados, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.
A segurança é uma questão central nas eleições presidenciais de 31 de maio, nas quais o herdeiro político de Petro, o senador Iván Cepeda, é o favorito, segundo as pesquisas.
*Com AFP





